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Produtores rurais do Amazonas podem enfrentar nova escassez de milho

Conab-AM já vendeu 140 das 268 toneladas que recebeu, mas o embarque no Mato Grosso de outras 600T foi paralisado 11/10/2013 às 08:02
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Amazonas não tem programa de produção de milho; depende da Conabs
Adan Garantizado ---

Após terem sofrido com a falta de milho no Estado por mais de um mês, os produtores rurais do Amazonas talvez venham a enfrentar uma nova escassez do produto no mercado local.

Na última quarta-feira (9), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou 266,8 toneladas de milho para serem comercializados por meio de seu Programa de Vendas em Balcão (PROVB). Até ontem, 140 toneladas já haviam sido vendidas para mais de 95 produtores.

O milho vendido pela Companhia Nacional de Abastecimento vem do Mato Grosso. Ao todo, o Amazonas deveria receber 2.200 toneladas nas próximos semanas, o que garantiria estoque para os próximos quatro meses. 400 toneladas já estão à caminho de Manaus e uma nova carga de 600T começou a ser embarcada no Mato Grosso. O problema é que o embarque foi paralisado. “Recebi essa notícia hoje (ontem) e realmente é uma situação preocupante. O problema é além de logístico, orçamentário. Como este milho pertence à Conab, um técnico da companhia precisa acompanhar todo o deslocamento. Ocorre que um corte de orçamento causou a ausência do técnico na viagem desta nossa carga. Já liguei para Brasília para tentar resolver a situação. Se não resolvermos, vai faltar milho novamente”, afirmou o superintendente regional da Conab, Thomaz Silva.

Repetição

Em novembro de 2012, os produtores do Amazonas sofreram com a falta de milho. Na época, o Governo Federal cancelou os leilões de 50 mil toneladas de milho da Conab. O motivo foi a estiagem do produto nos EUA, que obrigou a produção brasileira a suprir a demanda mundial. Na opinião de Thomaz, o Estado precisa agir para evitar as constantes crises no setor. “A solução é investir na nossa própria produção. O Amazonas não consegue suprir a própria demanda. Temos que plantar mais milho. Não podemos ficar dependentes de outros estados toda vez. É preciso também ampliar a capacidade de nossos armazéns. Hoje, só conseguimos armazenar 3 mil toneladas na Conab. Precisaríamos ter, ao menos, mais umas 6 mil toneladas de reserva”, sugeriu. Em média, 400 toneladas de milho são consumidas no Amazonas. A maioria vira ração para aves, suínos e bovinos.

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