Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
SUSTENTÁVEIS

Produtos desenvolvidos na UEA participam de feira nacional de bioeconomia

Produtos que representam o Estado são “Ecopainel feito com fibras do açaí”; “Madeira plástica feita com caroço de tucumã”; e “Bioprótese de madeira”



PRODUTOS_51DC3190-843D-42A4-99DC-F4DF6B640DF3.JPG Foto: Reprodução/Internet
20/05/2019 às 11:56

Três produtos biossustentáveis desenvolvidos na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) representarão a instituição na oitava edição de uma das maiores feiras sobre economia verde e soluções do Brasil, o Green Rio, que acontece de 23 a 25 de maio na Marina da Glória, Rio de Janeiro.

Os produtos representantes são “Ecopainel feito com fibras do açaí”, desenvolvido pelo Prof. Dr. Antônio Mesquita; “Madeira plástica feita com caroço de tucumã”, do Prof. Dr. Antonio Kieling; e “Bioprótese de madeira (feita com cumaru, pau d’arco e roxinho – madeiras típicas da Amazônia)”, desenvolvida pela Profa. Dra. Marlene Araújo.



A exposição dos produtos no Green Rio irá possibilitar a busca de investimentos que promovam o desenvolvimento de pesquisas na área da economia verde na região Norte, por meio da UEA.

Conheça mais sobre cada um dos produtos:

Ecopainel feito com fibras do açaí – A produção dos ecopainéis, baseada nos princípios da Economia Circular, é feita a partir dos resíduos do fruto do açaí descartados nos leitos dos igarapés e canais artificiais de escoamento de água nas cidades, gerando impactos ambientais. A partir deste efeito, o produto consiste no aproveitamento de toda a cadeia da matéria-prima, gerando subprodutos, emprego, renda e tecnologia.

O trabalho também conta com a utilização de uma resina de óleo de mamona para fazer a adesão das fibras. A fabricação pode ainda evitar a emissão de CO2, que ocorre na fabricação industrial de painéis de fibras de madeira utilizando resinas sintéticas à base de Ureia Formaldeído, muito comum na atualidade.

Madeira plástica feita com caroço de tucumã – É produzida a partir da fibra da piriquiteira, obtida em Parintins (AM). A fibra natural apresenta excelente resistência à tração. Após serem extraídas, as fibras naturais passam pelo processamento mecânico, e os compostos são preparados pelo procedimento de mistura de fusão.

As fibras da piriquiteira podem ser usadas em partes estruturais de automóveis, embarcações, aviões, embalagens e até em produtos voltados para construção civil. Os ensaios mecânicos de tração mostraram que a modificação química proporcionou aumento de 72% no módulo elástico da fibra.

Bioprótese de madeira (feita com cumaru, pau d’arco e roxinho – madeiras típicas da Amazônia) – As madeiras pau d’arco, cumaru e roxinho são as matérias-primas da bioprótese. As lâminas que darão origem ao protótipo passarão por um processo de secagem natural. As articulações do pé e do tornozelo formam um sistema complexo que deve fornecer um grau de estabilidade maior do que de flexibilidade. As lâminas são apoiadas para receber a película do adesivo, e rapidamente prensadas com fixadores manuais, para que todas as ligações adesivas atinjam a máxima resistência.

A bioprótese fornece uma base estável para a posição ereta; fornece uma alavanca rígida, na fase do impulso da marcha; absorve as cargas; adapta-se às irregularidades do solo e transforma a torção por meio da articulação inferior e da bacia.

*Com informações da assessoria de imprensa da UEA. 

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