Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
Direito do consumidor

Professora denuncia companhia aérea por venda de passagens acima da capacidade da aeronave

Empresa ofereceu acomodá-los em outro voo, mas com conexão em Campinas (SP)



show_azul_1E3C8C32-5B78-4F96-97A3-C787277C82C3.jpg Foto: Reprodução / Internet
28/10/2020 às 11:28

Uma professora da rede de ensino particular de Manaus, que preferiu ter sua identidade preservada, denunciou na manhã desta quarta-feira (28), a companhia Azul Linhas Aéreas Brasileiras pela prática de overbooking - venda de passagens acima da capacidade da aeronave.

Segundo a professora, a passagem de voo direto Manaus-Recife, para os seus dois filhos menores de idade estava comprada desde o dia 6 de outubro. A mãe conta ainda que não realizou o check-in online por exigências da própria central de atendimento da companhia que exige a presença do responsável no momento do embarque. Porém ao chegar ao aeroporto com duas horas de antecedência do vôo, foi surpreendida com a informação que seus filhos não poderiam embarcar.



“Foi feita a compra de passagem no dia 6 de outubro pela central de atendimento, ou seja, com antecedência de mais de 20 dias do vôo. Cheguei ao balcão às 5h15, quando fui noticiada que o vôo dos meus filhos não tinha mais vaga. Esperei três horas para a supervisora da Azul aparecer. O vôo era às 6h45, a supervisora chegou às 8h40. Ela ofereceu encaixar meus filhos em um vôo de 12h com conexão em Campinas (SP), sem custo. Recusei pois conheço meus direitos. Comprei duas passagens para vôo direto e com muitos dias de antecedência” contou a responsável

A mãe relatou ainda que perdeu o dia do trabalho por conta do descaso da companhia e que por conta disso já fez um Boletim de Ocorrência (B.O.) e que correrá à Justiça por conta da prática abusiva de overbooking cometida a seus filhos.

“Fiz um B.O. e vou entrar com ação na Justiça. Entrei em contato com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] e eles explicaram todos os meus direitos como consumidora. Eles têm que pagar uma indenização de 240 DES [direitos especiais de saque] que é calculado de acordo com a cotação do dólar, por cada passageiro. Eles pegaram os dados da minha conta e informaram que até 10 dias úteis realizarão o pagamento. Porém se não for feito, vou continuar com o processo na justiça, eu perdi o meu dia de trabalho. Onde já se viu uma professora que deveria estar na escola às 7h estar entrando agora às 10h?”, declarou a professora.

Além dos passageiros menores de idade, a mãe informou que outra mulher também foi vítima de overbooking pela Azul.

“Além de nós, eu vi que uma outra mulher que deveria estar no mesmo voo, também foi lesada pela Azul. Porém ela aceitou a proposta de entrar em um vôo com conexão. Depois de ter recusado essa proposta, a supervisora informou que o único voo direto para Recife seria na sexta-feira (30). Eu aceitei, porém continuo me sentindo desrespeitada, pois comprei passagem com antecedência já pensando no compromisso que meus filhos terão que será exatamente no dia 30 de outubro. Ou seja, eles chegarão em cima da hora lá”, pontuou a mãe.

A Crítica entrou em contato com a assessoria da companhia aérea da Azul, solicitando uma nota a respeito do ocorrido. Porém até a publicação desta matéria, não obteve resposta.


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