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Professora que esperou nove meses por cirurgia recebe alta

Internada há nove meses, a professora Sidlene Martins finalmente foi operada e recebeu alta médica 18/11/2014 às 10:14
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Sidlene (no centro) foi recepcionada com festa pelos familiares, após receber alta médica, ontem, e voltar para casa
luana carvalho ---

“Felicidade é a alegria de ter voltado para casa, para o convívio de minha família e amigos, com a sensação de liberdade e saúde melhorada”. A declaração é da professora Sidlene Martins Gadelha, 47, que recebeu alta médica, na manhã desta segunda-feira, após nove meses de espera por uma cirurgia no coração.

O jornal A CRÍTICA acompanhou o drama da professora, que sofria com crises de angina (dor no peito e falta de ar). Em menos de um ano, Sidlene teve o procedimento cirúrgico cancelado três vezes pelo o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

A justificativa do hospital era que faltava material necessário para o procedimento e até um defeito no elevador, que dá acesso a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), foi motivo do último cancelamento.

Em uma reportagem publicada por A CRÍTICA no dia 6 deste mês, a paciente contou que o maior desejo dela era passar o Natal em casa, junto com os familiares. Cinco dias depois da entrevista, a cirurgia foi realizada. Agora, a professora se sente feliz e disposta a superar mais uma etapa: a recuperação. “Estou super feliz com a minha saúde melhorada. Vou seguir as recomendações médicas e dar continuidade com as medicações, para ficar mais um tempinho ao lado de quem tanto amo”, disse.

Ela conta que ainda sente dores, mas nada comparado ao sofrimento de antes. “Os médicos disseram que é normal. Afinal ainda estou me recuperando”.

A cirurgia foi realizada no dia 11 deste mês. No dia seguinte, ela foi transferida para a UTI e no dia 13 a encaminharam para o Hospital Universitário Francisca Mendes, local que ela considera “sua segunda casa”. “Digo isso não porque quero voltar mais vezes ao hospital, mas porque a equipe do Francisca Mendes sempre me tratou muito bem. Desde os médicos às pessoas da limpeza. Foram as enfermeiras que me consolaram e deram forças nos momentos de depressão e revolta. Sou muito agradecida a eles e ao jornal, que me acompanhou e lutou junto comigo para que esse sofrimento acabasse”.

Toda a família de Sidlene se reuniu para buscá-la no hospital. “Agora vou curtir um pouco a família, que é minha fortaleza. Depois de nove meses eu estou me sentindo bem. Não sei se eu pulo, se ando ou se choro de felicidade. Não sei se meu coração vai ter resistência, não sei se vou durar muito tempo, mas o importante é que lutei pela vida e continuarei na batalha”.

Sinpatectomia Torácica

É o nome do procedimento cirúrgico. Sidlene sofria de angina, um tipo de desconforto no peito causado pelo fraco fluxo sanguíneo nos vasos (artérias coronárias) do músculo do coração (miocárdio).

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