Publicidade
Cotidiano
Notícias

Professores da Esbam denunciam atrasos em pagamento de salários e ameaçam greve, no AM

Profissionais, que foram ao MPT, também alegam atrasos no recolhimento de FGTS e INSS, além do 13º salário integral de 2014. Greve não está descartada 16/12/2014 às 09:55
Show 1
Faculdade reitera que tomará todas as medidas cabíveis assim que for notificada pelo Ministério Público
Camila Leonel Manaus (AM)

Na tarde desta segunda-feira (15), o Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11° região) recebeu, em sua sede, um grupo de professores da Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam) que denunciou o grande volume de débitos trabalhistas da instituição com a categoria.

Os professores alegam que não receberam salários nos meses de setembro, outubro, novembro e da primeira quinzena de dezembro, além do 13° salário integral deste ano e das férias, que se iniciam no próximo dia 20, além dos valores referentes à aplicação de provas substitutivas e planos de estudo.

O grupo de professores também informou sobre um edital para convocação de uma assembleia geral extraordinária para o dia 16 de dezembro onde ocorrerão debates a respeito de uma possível greve por tempo indeterminado a partir do dia 20 de dezembro, enquanto não houver o recolhimento integral de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as contribuições do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Assessoria de Comunicação do Esbam foi contactada e informou que não recebeu nenhuma notificação do Ministério a respeito do assunto, mas informou que “se recebermos alguma notificação, a Instituição estará respondendo juntamente com o seu setor jurídico de acordo com o que rege o regulamento da lei, mas em nenhum momento recebemos notificação”.

No último dia 10, a Instituição afirmou em nota que o salário dos professores do curso de direito “encontra-se com alguns dias de atraso devido a instituição estar no aguardo de receber recursos provenientes do Programa de Financiamento Estudantil (Fies)”. Sobre isso, a assessoria informou que os advogados da instituição já estão trabalhando para resolver essa situação e se a instituição receber essa notificação, ela irá responder. “Somos uma instituição que está há 15 anos no mercado gerando emprego e renda aqui no Estado”, reiterou a assessoria.

No dia 26 de novembro, alunos do curso de direito fizeram uma manifestação em frente à unidade 3 alegando a recusa dos professores em aplicar as provas finais pelo não recebimento de salário.

Publicidade
Publicidade