Domingo, 26 de Maio de 2019
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Professores da UEA protestam contra cortes no orçamento e por pagamento de atrasados

No “Dia de Mobilização Docente – Diga Não aos Cortes”, professores manifestaram nas sedes da ALE e do Governo, e também nas UEAs de Tabatinga, Tefé, Parintins e Itacoatiara



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Antes de sair às ruas, os professores se reuniram nas unidades da UEA
10/11/2015 às 15:54

Cerca de 80 professores membros do Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (10), na sede do Governo do Estado e na Assembleia Legislativa, em Manaus, para reivindicar contra o corte no orçamento e a precarização do ensino.

As manifestações fazem parte do “Dia de Mobilização Docente – Diga Não aos Cortes”, realizado por professores na capital e também nas unidades da UEA em Itacoatiara, Parintins, Tefé e Tabatinga. O objetivo é lutar pelo reajuste salarial, pagamento de diárias e dissídios atrasados e o cumprimento do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCR).

Durante o ato na sede do Governo, policiais militares impediram a entrada dos professores. “Chegamos de carreata, mas paramos fora da sede. Quando alguns professores entraram, os policiais perceberam que tinham um grupo maior e fecharam o portão. Questionamos o porquê fomos impedidos de entrar”, disse Marcelo Carvalho, professor e membro do Sind-UEA.

“Ninguém estava protestado de forma calorosa. Queríamos só entrar. Aí nós impedimos que as pessoas saíssem (da sede do Governo). Foi quando um representante autorizou a entrada, só depois de uma hora, uma hora e vinte. Eles criaram uma situação de desorganização. Não houve baderna nossa, nem bagunça”, completou Carvalho.

Depois da permissão para entrar na sede do Governo, um grupo representante do Sind-UEA protocolou um documento contendo as exigências dos professores. Segundo os professores, o PCCR deles já foi aprovado, mas nunca foi cumprido, os dissídios estão há três anos com pagamento atrasado e o reajuste salarial também tem déficit de três anos.

“Tem professor que foi trabalhar no interior, nos cursos da universidade, e está sem pagamento das diárias. Há atrasos e cortes no repasse de verbas para laboratórios e infraestrutura. E tem professor que foi fazer mestrado e está sem receber suas promoções. Eles justificam que não tem recursos”, contou Carlos Sandro, membro da diretoria do Sind-UEA.

Por meio de nota, o Governo do Estado declarou que os professores foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, e que foi definida a criação de uma comissão permanente para discutir as demandas. No próximo dia 17, terça que vem, haverá uma reunião entre os professores e representantes da Secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz), de Planejamento (Seplancti) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), além da Casa Civil.

Não existe greve

Os membros do Sind-UEA negaram a greve das atividades e das aulas na universidade. “Em nenhum momento isso chegou a ser pensado. A proposta foi de paralisação de um dia para que os professores pudessem ir lá (manifestação). Se não for tomada nenhuma conduta pelo governo para resolver ou amenizar o problema, vai ter uma nova discussão, se vai ter greve ou não, se o próximo período vai começar ou não”, disse Marcelo Carvalho.

Soluções para o problema

Além de fazerem exigências, os professores membros do Sind-UEA sugeriram soluções para o problema da falta de recursos declarado pelo Governo do Estado. De acordo com os professores, deve haver aumento de impostos sobre certas áreas no Estado e a transferência das arrecadações para a área da Educação.

“Estamos trazendo proposições como aumentar arrecadação de impostos sobre extração de recurso mineral, sobre a produção de energia elétrica, de petróleo e gás, impostos sobre grandes fortunas, sobre a exploração da biotecnologia”, explicou Marcelo Carvalho. Caso o governo aceite a ideia, a sugestão deverá passar por votação na Assembleia Legislativa.

Em defesa da Fapeam

Os professores também declararam repúdio à extinção da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e ao atraso no pagamento de bolsas científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), que demoraram até 15 dias para serem pagas a estudantes, inclusive os que cursam na UEA.


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