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Professores de Apuí (AM) decidem sobre o fim da greve nesta quarta-feira

A categoria está em greve desde segunda (3) e reivindica reajuste salarial de 31% para os professores e 14% para os demais trabalhadores em educação, que compreendem as merendeiras, vigias, auxiliar de serviços gerais, agentes administrativos e outros 05/06/2013 às 13:28
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A categoria reivindica reajuste salarial de 31% para os professores e 14% para os demais trabalhadores em educação
acritica.com Manaus

Os trabalhadores em educação e professores do município de Apuí (distante 455 km de Manaus) decidem nesta quarta-feira (5) aobre o fim da greve da categoria no município. Os professores reivindicam reajuste salarial de 31% para os professores e 14% para os demais trabalhadores em educação, que compreendem as merendeiras, vigias, auxiliar de serviços gerais, agentes administrativos e outros. A greve teve início na manhã de segunda-feira (03).

De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que está no município dando suporte jurídico aos trabalhadores, o movimento grevista só deve ser finalizada quando o prefeito do município, Adimilson Nogueira (DEM), atender a categoria e sinalizar o reajuste.

O delegado sindical do Sinteam no município de Apuí, Assis Bentes, explica que a categoria, desde o início do mês de abril, tenta negociar com o Prefeito o reajuste dos trabalhadores.

“Encaminhamos ofícios ao prefeito solicitando audiências e não fomos recebidos. Na última semana, quando já tínhamos decretado a greve, ele resolveu nos receber para dizer que o município não tem condições de dar o reajuste pedido pelos trabalhadores”, explica.

De acordo com o último censo escolar divulgado em 2012, o município de Apuí tem aproximadamente dois mil alunos. O número de trabalhadores em educação chega próximo a 200. Toda a categoria, segundo Assis, aderiu à greve.

Salários

Segundo Assis, o prefeito apresentou uma proposta de reajuste de 14% para os professores e 9% para os demais trabalhadores em educação. O delegado ressalta que o município não cumpre o Piso Nacional do Magistério, Lei 11.738/08. De acordo com ele, o salário do professor do magistério, com carga horária de 20 horas, é de R$599. “O piso nacional estabelecido por lei é de R$783,50. Temos uma defasagem de 31% com relação ao piso. Exigimos o reajuste para equiparar ao piso nacional. É o mínimo que ele pode fazer pela categoria”, destaca.

Após acamparem em frente à Câmara Municipal de Apuí (CMA) a categoria foi recebida para uma audiência com os vereadores. Segundo o Presidente da Comissão de Educação da CMA, vereador Cleves Pires, há indícios de irregularidades já nos primeiros cinco meses de mandato do Prefeito do município.

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