Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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Professores de Coari denunciam atraso de pagamentos

Ministério Público Estadual (MPE) pode pedir o bloqueio das contas do município que é governado pelo presidente da Câmara



1.jpg Promotor de Justiça, Felipe Fish, foi procurado por servidores das secretarias municipais de saúde e de educação
20/02/2015 às 08:58

O Ministério Público Estadual (MPE) está prestes a pedir o bloqueio das contas da Prefeitura de Coari. Há onze dias o município é comandado pelo presidente da Câmara Iliseu Monteiro, irmão do ex-prefeito interino, Igson Monteiro, que renunciou ao cargo no dia 9 deste mês.

O possível bloqueio nas contas visa garantir o pagamento de servidores municipais. No último dia 12, comissionados da Saúde denunciaram o atraso nos vencimentos. Ontem, foi a vez de um grupo de cem professores levar a mesma situação ao conhecimento do promotor de Justiça Felipe Fish. O prazo para quitar os atrasados do funcionalismo público de Coari encerrou no dia 10 de fevereiro.



“Naquela semana, solicitei ao Ministério Público do Estado [MP-AM] que enviasse um ofício à prefeitura, pedindo que a mesma informasse se houve, ou não, o cumprimento de todas as promessas feitas quanto ao pagamento. Porém ainda não recebi resposta e mais pessoas, desta vez, da Educação, vieram me procurar para informar que também não receberam”, disse o promotor de Justiça de Coari, Felipe Fish.

De acordo com ele, uma ação judicial impetrada em 2011 — durante a gestão do prefeito Arnaldo Mitouso — servirá como base, caso haja necessidade de novo bloqueio. Na época, o pedido foi feito porque a Prefeitura não informou qual seria o total do débito. No episódio mais recente, há possibilidade de cálculo do valor. “Queremos uma resposta oficial da prefeitura e, caso a declaração seja inverídica, será crime de falsidade ideológica”, explicou Fish.

O atraso na folha de pamento do município foi um dos argumentos usados por manifestantes, no dia 14 de janeiro, para depredarem os prédios da prefeitura, da Câmara, saquearem e incendiarem as casas do prefeito e de parentes dele.

Igson foi eleito em 2012 vice-prefeito na chapa encabeçada por Adail Pinheiro. Com a prisão do prefeito, no dia 8 de fevereiro do ano passado, em um processo que apura exploração sexual de crianças, o vice assumiu o comando da prefeitura. Contudo, no final de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou um recurso apresentado pelo Ministério Público e cassou o registro de candidatura dos dois. Para valer, a decisão precisa ser publicada no Diário Oficial do TSE, o que está previsto para março.


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