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Cotidiano
MANIFESTAÇÃO

Professores de S. Gabriel da Cachoeira fazem protesto por falta de pagamentos

Eles cobram o pagamento de abono salarial, pagamento de 13º salário, remuneração por rescisão de contrato e pedem a realização de um concurso público diferenciado para indígenas 07/02/2019 às 17:51
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Foto: Divulgação
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Professores de São Gabriel da Cachoeira (a 851 quilômetros de Manaus) realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (7) no município. Eles cobram o pagamento de abono salarial, pagamento de 13º salário, remuneração por rescisão de contrato e pedem a realização de um concurso público diferenciado para indígenas. O prefeito não foi encontrado para comentar sobre o protesto.

Mais de 500 professores se reuniram em um campo de futebol e cobraram explicações do prefeito Clóvis Curubão (PT). Em seguida, a multidão seguiu para a sede da prefeitura, mas foi informada por assessores que o prefeito não estava no local, e partiram então para a casa de Curubão.

O integrante da Fundação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Edson Baré, conta que a falta de pagamentos está afetando centenas de profissionais. A maioria estaria sem dinheiro para pagar dívidas e sustentar as famílias. “O contrato de muitos professores terminou ano passado e ele não pagou a rescisão. Alguns nem receberam o 13º salário e estão passando necessidade”, disse.

Baré diz ainda que os professores pedem a realização de um concurso público diferenciado. “Os professores aqui trabalham com uma cultura indígena. A maioria das pessoas vive num ambiente predominantemente indígena, então o concurso precisa ser diferenciado, focando em línguas nativas, justamente para que se conheça essas características”, disse ele.

Na casa do prefeito, ele conta que a multidão foi informada que até dia 15 de fevereiro receberia o abono salarial. Sobre as outras reivindicações, Curubão não deu previsão para os manifestantes.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, mas foi informada que a Secretaria Municipal de Administração responderia sobre as demandas dos professores. A Semad informou que a Chefia de Gabinete poderia falar sobre a manifestação, mas o responsável disse que não iria comentar sobre o caso.

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