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Professores e alunos da Ufam cobram que calendário de atividades entre em pauta

Grupo que apoia o movimento grevista dos docentes da instituição solicita uma posição da reitoria quanto ao calendário de atividades na reunião do Conselho Universitário (Consuni), realizada desde as 9h30 desta quarta-feira (2) 02/09/2015 às 11:24
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Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em reunião na faculdade Direto
Rafael Seixas e Luana Carvalho Manaus (AM)

Aproximadamente 50 pessoas, entre docentes e discentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), estão reunidas no auditório da faculdade de Direito, localizado no Mini Campus, na Zona Sul de Manaus, para cobrar que na reunião do Conselho Universitário (Consuni) entre em pauta o calendário de atividades da Ufam, que permanece atrasado por conta da greve dos professores da instituição.

A reunião, que conta com a presença da reitora Márcia Perales, é para deflagrar questões administrativas da instituição, mas os  professores e alunos que apoiam o movimento grevista aproveitaram para cobrar que o calendário de atividades entre em pauta, pois a data marcada para iniciar o segundo semestre é dia 8 de setembro.

Em matéria publicada anteriormente pelo Portal A Crítica, no dia 18 de agosto, o pró-reitor de Ensino de Graduação, Lucídio Rocha Santos, explicou que, por meio de uma decisão judicial, o calendário de atividades ficou em vigência e que só seria possível saber como aconteceria a reposição de matérias com o fim da greve.

“O calendário é do primeiro semestre de 2015, dos professores que não aderiram à greve, e essas disciplinas terminaram. Há disciplinas que devem ser repostas dentro do cronograma de atividades, mas nós só pensaremos como isso será feito quando a greve acabar. Só assim poderemos saber como esta reposição será feita”, declarou.

A sentença judicial impede que o Consuni delibere sobre a suspensão. Em declaração dada anteriormente, José Alcimar de Oliveira, presidente da Adua, afirmou que essa medida cria enormes complicadores, porque há os professores que não aderiram à greve e concluíram o calendário e aqueles que suspenderam suas atividades no dia 15 de junho, com a aprovação da greve dos docentes da Ufam.

“Ficará complicado para a instituição administrar dois ou três calendários, além de anunciar que o segundo semestre de 2015 começará sem considerar a situação daquelas matérias do primeiro semestre de 2015 que não foram ministras e são pré-requisito. A administração superior precisa esclarecer de forma pública todas essas situações”, opinou o presidente da Adua, reinterando ainda que a paralisação dos docentes da Ufam é por tempo indeterminado.

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