Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
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Professores e técnicos da Ufam fazem ato público pela greve

Docentes e técnicos-administrativos da instituição pediram melhoria da qualidade de ensino e respeito pela associação



1.jpg Ato foi marcado por muita descontração e encenações pedindo a melhoria de qualidade e de condições de trabalho
16/07/2015 às 09:42

Os professores e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fizeram um ato público, ontem, para marcar o primeiro mês de greve na instituição. A mobilização ocorreu na entrada do campus universitário do Aleixo, Zona Sul, e criticou a postura de professores que não aderiram ao movimento grevista, além de trazer à tona o fim de importantes programas criados na universidade nos últimos anos.

A greve dos docentes na Ufam completou exatos 30 dias ontem. O movimento paredista iniciou no dia 15 de junho após deflagração de greve decidida em Assembleia Geral. Integrante do Comando Local e organizador das apresentações do chamado “Auto dos 30 dias”, o professor de Geologia, Albertino Carvalho, explica o contexto das performances criadas pelos grevistas.



“Queríamos fazer um ato para marcar essa data. Nós estamos resistindo esses 30 dias superando desafios inimagináveis, como por exemplo, a judicialização da greve exigida por um grupo que diz que defende a Ufam, mas que está enterrando a universidade”, disse Carvalho, referindo-se claramente aos professores contrários à greve.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), José Alcimar, o ato possui cunho cultural, mas apresenta as reivindicações dos trabalhadores. “Este ato é para marcar a nossa posição e registrar o nosso protesto diante da intransigência do governo, que até o momento não sinalizou atendimento da nossa pauta. Se fizer uma pesquisa, fora da sede você vai encontrar indicadores sérios de precarização, obras abandonadas, inacabadas e laboratórios que não funcionam”, declarou.

Performances

Além da pauta de reivindicações dramatizada por estudantes que participaram da mobilização, o Comando Local criticou o posicionamento de professores contrários à greve. No ato, os docentes foram simbolizados por zumbis.

Para contestar a autonomia e paralisação de entidades criada na universidade, alguns projetos como TV Ufam, Pibid e Pecteg também foram representados por meio de caixões.

Integrante do movimento “Movimente Ufam”, o estudante do 1º período de História, Christopher Rocha, 17, representou um zumbi durante a ação. Ele explica que a figura macabra representa o sucateamento da universidade. “A gente vê o corte de verba que teve o País em projetos e bolsas, e esse corte afetou diretamente a gente. Nós não queremos tirar só o diploma, pelo contrário, queremos uma rede pública de qualidade”, afirmou.

Reivindicações

De acordo com o presidente da Adua, José Alcimar, 41 instituições de ensino aderiram ao movimento grevista em todo o Brasil. A pauta de reivindicação da categoria inclui defesa do caráter público da universidade, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. A categoria alega que, até o momento, o Ministério da Educação (MEC) não havia apresentado respostas para os pedidos de audiência.



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