Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Sede do governo

Professores estaduais vão à sede do Governo cobrar plano de saúde e reajuste de 20%

O governador José Melo teria negado recebê-los, mas os professores prometeram sair de lá só após uma conversa. Segundo eles, a categoria não tem reajuste salarial há dois anos



ee8e5e01-a3e1-416d-9ee6-7d8d3bf52938.jpg (Foto: Divulgalção)
01/06/2016 às 14:55

Representantes de professores da rede estadual de ensino no Amazonas foram à sede do Governo do Estado, nesta quarta-feira (1º), em Manaus, tentar conversar com o governador José Melo para cobrar o reajuste salarial de 20% e a promessa de plano de saúde para a categoria.

Segundo membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), o governador afirmou em uma reunião ocorrida ano passado que não tinha como dar o reajuste de 20%, mas era possível conceder o plano de saúde e que tinha até orçamento público para que isso fosse implementado.

Porém, conforme o Sinteam, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) prevê reajuste salarial anualmente após os meses de março. Entretanto, há dois anos (2015 e 2016) o governo não concede a alteração das renumerações e deixou de conversar com a categoria.

Até a publicação desta matéria, os professores ainda tentavam ser recebidos por José Melo na sede do governo, na av. Brasil, Zona Oeste. Segundo o Sinteam, o governador teria negado o encontro, mas os representantes prometeram sair de lá só após uma conversa.

Os professores afirmaram também que o chefe da Casa Militar do Governo do Estado, Wilson Martins, prometeu usar de força para retirá-los do local. “Ele ameaçou a ‘ter que usar a força’ caso eles não obedeçam”, informou Mariane Cruz, da Sinteam.

 

Resposta do governo

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que “melhorias para a categoria já vêm sendo discutidas por uma comissão paritária instituída pelo Governo do Estado”. Esta comissão, segundo o órgão, “conta com participação de representantes sindicais e tem como atribuição discutir e projetar melhorias para os servidores da Educação Estadual”.

A assessoria da Seduc ressaltou que “tais melhorias estão sendo projetadas levando em consideração as prerrogativas da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige dos gestores o total rigor para o equilíbrio das contas públicas”.

A Seduc informou ainda que o “contexto de crise econômica que assola o país também é um fator real que deve ser levado em conta” e que “diferentemente de outros Estados, que ainda não pagaram sequer o 13º salário dos seus servidores, o Governo do Amazonas vêm honrando, religiosamente, a sua folha de pagamento, conforme cronograma estabelecido”.

 A assessoria informou também que, recentemente, “o Governo do Estado assegurou um conjunto de benefícios à categoria, dentre os quais a revisão completa do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Seduc”.

“A iniciativa garantiu aos servidores públicos estaduais da educação ganhos inéditos dentre os quais: melhores remunerações por tempo de serviço (progressão horizontal), melhores remunerações por aquisição de pós-graduações (progressão vertical) e criação da carreira para os servidores administrativos de níveis de ensino fundamental e médio; a concessão inédita de vale-alimentação ao valor de R$ 220 mensais (que beneficia mais de 20 mil servidores por mês); a instituição das Horas de Trabalho Pedagógico (HTP), com as quais os professores lotados em sala de aula passaram a ter direito à concessão de horas (remuneradas) específicas para o planejamento de suas aulas; dentre outras providências”.

 Em relação à remuneração salarial, a assessoria esclarece que “no Amazonas, o piso salarial dos professores da rede pública estadual (R$ 3.269,50 pelo regime de 40h semanais) é 53,09% maior que o piso estipulado para ao país, fixado no dia 14 de janeiro do ano corrente pelo Governo Federal em R$ 2.135,64 para o mesmo regime de 40h”.

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