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Profissionais da saúde concursados denunciam atraso salarial no Careiro Castanho

Além de não receberem o salário de dezembro, o médico, os enfermeiros e os técnicos de enfermagem do Programa da Saúde da Família (PSF) denunciam a falta de condições de trabalho e abusos de autoridades do município 14/01/2015 às 10:32
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O médico Sansão Félix e os enfermeiros Joana Correa e Pedro Henrique são concursados desde 2009
Cynthia Blink Careiro Castanho (AM)

Os profissionais da saúde concursados que trabalham na cidade do Careiro Castanho, localizada a 102 quilômetros de Manaus, estão sem receber o salário do mês de dezembro e temem a demissão, já que eles não têm dinheiro para se deslocar de Manaus para a outra cidade e pelas faltas no trabalho são ameaçados de demissão. Além de não receberem o salário, o médico, os enfermeiros e os técnicos de enfermagem do Programa da Saúde da Família (PSF) denunciam, em entrevista ao A CRÍTICA, a falta de condições de trabalho e abusos cometidos por parte das autoridades do município.

“O prefeito se acha o dono da cidade”, diz o médico pediatra Dr. Sansão Félix, o único médico concursado que trabalha no Careiro Castanho. De acordo com o profissional, ele não tem direito ao transporte, nem alimentação e agora nem mesmo ao salário, já que não recebeu o dinheiro referente ao último mês trabalhado. “Dezembro era para ser o mês de festas e para nós foi o mês do terror com as contas para pagar”, reclama o médico.

“Somos ameaçados de demissão porque faltamos o trabalho, mas como vamos até lá se nós temos que pagar o nosso transporte e não recebemos o salário de dezembro, tem colegas que pedem emprestado, mas chega uma hora que não temos para quem recorrer”, revela a enfermeira Joana Correa.

“O FGTS é recolhido, mas não repassado para nós, assim como o PIS/PASEP e o INSS. E o salário de nenhum dos concursados é reajustado”, reclama o enfermeiro Pedro Henrique que disse ter passado um constrangimento recentemente ao tentar usar o dinheiro do FGTS e como não estava disponível precisou fazer um empréstimo.

Material vencido

A enfermeira Liliane Oliveira denuncia o uso de materiais vencidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Careiro Castanho. “Somos obrigados a trabalhar com material vencido. Nós dizemos que não vamos seguir com os procedimentos se não houver material adequado ou podemos comprometer o resultado dos exames, o problema é que os nossos superiores fazem os outros (os populares) acreditarem que nos negamos por sermos preguiçosos, o que não é verdade”.

Prefeitura

A CRÍTICA tentou entrar em contato com o prefeito Hamilton Alves Villar e a secretária de saúde Minéia Santana, mas não teve sucesso.

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