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Profissionais da saúde do Amazonas reivindicam salários e recursos atrasados

Segundo os manifestantes a reivindicação vem como um alerta para que toda a sociedade esteja ciente que a saúde no Amazonas está um caos 30/12/2015 às 12:43
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Os manifestantes reivindicam a questão de salários atrasados há três meses, e que os recursos não estão sendo repassados para a saúde
Marcela Moraes ---

Médicos, enfermeiros e técnicos da rede Estadual de Saúde do Amazonas, realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (30) em frente à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) na avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul.

Os manifestantes reivindicam a questão de salários atrasados há três meses, e que os recursos não estão sendo repassados para a saúde. Segundo os manifestantes a reivindicação vem como um alerta para que toda a sociedade esteja ciente que a saúde no Amazonas está um caos.

De acordo com Patrícia Sicchar diretora do sindicato dos médicos do Amazonas, o dinheiro público não está sendo aplicado de forma correta e todas as unidades de saúde estão em completo abandono. “Além dos salários atrasados de todos os profissionais de saúde e daqueles que trabalham de forma terceirizada, o caos se instalou na saúde e pessoas estão morrendo”. Sicchar afirma que o caos se instaurou não pela falta de profissionais, mas porque o Estado não está repassando os recursos necessários para a Saúde.

Segundo a diretora, o único tomógrafo funcionando no Estado do Amazonas é do Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto. “O paciente que sofrer um derrame, um traumatismo craniano, ou precisar de uma tomografia, terá que peregrinar da unidade de onde está até o Hospital 28 de Agosto, que está causando uma sobrecarga nos atendimentos, assim a qualquer momento o tomógrafo vai ter que parar porque está tendo que abrigar todos esses atendimentos”, disse.

A médica Cristiane Fachinello alega que na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), todas as cirurgias estão suspensas por falta de medicamentos e dos insumos necessários para procedimento cirúrgico. “Além disso, os pacientes com problemas vasculares muitas vezes tem que amputar as pernas por falta de angiografia que já deveria estar sendo executado. Os pacientes com problemas neurológicos, que têm hidrocefalia e precisam de drenagem da válvula, também não têm este serviço disponível” afirmou.

Fachinello relata que na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Cecon) a radioterapia vai parar, porque o radioterápico é antigo e ampola que está dentro já está vencendo e isso foi comunicado desde o início do ano para que fosse reposto, mas até o momento nada foi feito.

“Os pacientes com câncer estão praticamente condenados a morte o Cecon hoje está sem equipo para radioterapia, quem está com câncer está totalmente desassistido. É por tudo isso que estamos reivindicando as condições em que se encontram a saúde no Estado do Amazonas”, desabafou.

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