Publicidade
Cotidiano
Sem condições

Profissionais da saúde do Careiro Castanho cruzam os braços

A medida enérgica, segundo o sindicato dos Profissionais de Saúde (SindSaúde), é devido a falta de diálogo como o prefeito do município, Hamilton Villar. 12/12/2016 às 10:20
Show 1171220
SindSaúde afirma que a medida foi tomada devido à precariedade do sistema e à falta de diálogo
Kelly Melo

Mais de 200 profissionais de saúde do município de Careiro Castanho (distante 102 quilômetros de Manaus) vão paralisar as atividades a partir de hoje. A medida enérgica, segundo o sindicato dos Profissionais de Saúde (SindSaúde), é devido a falta de diálogo como o prefeito do município, Hamilton Villar.

A delegada do Sindsaúde no município, Aldineia Pascoal, informou que a entidade Sindical chegou a protocolar um ofício para tentar uma aproximação com o prefeito desde novembro, mas até o momento, nenhuma resposta foi encaminhada aos profissionais.

Por causa da falta de conversa e, principalmente, devido às condições precárias pela qual a saúde municipal passa hoje, os profissionais, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos entre outros, decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. “A situação é tão crítica que nem água tem nas unidades de saúde. Também não estamos conseguindo coletar exames como o de HIV porque nem luvas de manipulação há para os profissionais”, afirmou Aldineia, que também é enfermeira no Careiro Castanho.

Ela explicou que a ausência de materiais básicos e até de medicamentos têm prejudicado os atendimentos e que a tendência é de que a situação fique ainda mais alarmante. “Já comunicamos a paralisação e vamos fazer o movimento conforme a legislação. A partir de segunda-feira, apenas 30% do efetivo vai estar funcionando”, afirmou.

Atualmente, Careiro Castanho possui 10 unidades de saúde para atender uma população de 32 mil habitantes.

Sem condições

Na semana passada, a reportagem de A CRÍTICA denunciou o descaso com saúde municipal. Além dos atrasos de pagamentos, os funcionários também falaram dos estoques de medicamentos esvaziados, da falta de materiais de higiene e uso pessoal e até da falta de combustível para as ambulâncias.

Segundo o SindSaúde, o problema vem se arrastando desde o inicio do ano mas ficou mais acentuado em outubro, após as eleições municipais, quando atual prefeito foi derrotado nas urnas.

A CRÍTICA tentou contato com o prefeito do Careiro, Hamilton Villar, e com o secretário de saúde do município, Marclei Barbosa, mas eles não foram localizados até o fechamento desta edição.

 

Publicidade
Publicidade