Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
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Profissionais da saúde protestam contra atraso de 90 dias dos salários em frente ao João Lúcio

Segundo sindicato, a situação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem continua igual, mesmo após representantes da categoria terem conversado com o secretário da Susam



1.jpg Profissionais estiveram na frente da unidade protestando
07/01/2016 às 12:16

Cerca de 50 profissionais da saúde participaram, na manhã desta quinta-feira (7), de uma manifestação em frente ao Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, localizado na Alameda Cosme Ferreira, Zona Leste. A principal reivindicação da categoria é o pagamento de salários, que continuam vencidos há mais de 90 dias.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Renato Siervi, a situação dos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem continua a mesma, mesmo após os representantes da categoria terem conversado com o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias. “Já tem uma semana e a situação não se resolveu”, afirmou.

Além de cobrar o pagamento de valores das empresas de saúde que prestam serviço para o Estado, Siervi relatou que o protesto também reivindica os vencimentos dos profissionais que trabalham como serviços gerais, segurança e manutenção de equipamentos. “Ao que parece a Susam atrasou com todo mundo. Com as empresas médicas, são mais de 90 dias”, afirmou.

Os profissionais também acusam que os insumos não foram comprados e que há falta de medicamentos e de material para a realização de exames em diversas unidades de saúde do Estado, na capital. Além disso, eles reforçaram sobre os defeitos nos equipamentos, que estão levando à suspensão de cirurgias e do tratamento dos pacientes.

No Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, por exemplo, não há tomógrafo desde o dia 4 de dezembro de 2015. “Isso está fazendo com que os pacientes da neurocirurgia se desloque do João Lúcio ao 28 de Agosto, única unidade que conta com um tomógrafo, para poder fazer uma tomografia. Isso é muito complicado para o paciente”, revelou Renato Siervi.

O vice-presidente do Simeam, ressaltou que, caso não haja uma solução definitiva, uma nova manifestação deve ocorrer. Segundo Siervi, o ato está sendo programado para acontecer na próxima terça-feira (12), a partir de 8h30, em frente à sede do Governo do Estado, localizada na avenida Brasil, na Zona Oeste.

A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada para comentar sobre as reivindicações da categoria, mas até o momento não se manifestou.

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