Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
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Programa ABC : Incentivo à adoção de técnicas

O programa de crédito tem sido difundido no país por intermédio dos Grupos Gestores Estaduais (GGEs) do Plano ABC, que já foi implantado nos 27 Estados da federação



1.gif Já foram capacitadas mais de 8,9 mil pessoas, sendo que 70% são profissionais das áreas técnicas
21/07/2013 às 17:32

O Programa ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que visa contribuir para a preservação do meio ambiente e para a sustentabilidade da produção agropecuária já dispõe de três iniciativas no Estado, nos municípios de Boca do Acre, Presidente Figueiredo e no Sul de Lábrea.

Os projetos regidos sob a coordenação da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea) consistem na implementação de tecnologias como da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens, plantio direto, fixação de nitrogênio no solo, entre outros.



Os projetos com recursos que somam mais de R$ 4 bilhões estão disponíveis aos produtores rurais e pecuaristas em todo o País, para financiamentos em condições de juros e prazo de carência. No Amazonas, o grande entrave para que os produtores rurais e pecuaristas tenham acesso ao Programa ABC é a exigência de título definitivo da propriedade rural, isso porque a regularização fundiária ainda é um problema grave no Amazonas. “No Sul do Estado onde há um grande interesse dos produtores rurais e pecuaristas em acessar esses recursos se esbarra nessa exigência da garantia real para a concessão do financiamento. Nesses municípios do Sul do Amazonas o Programa Terra Legal ainda não titulou as terras de muitos produtores rurais que já foram visitados há alguns anos”, destacou Muni Lourenço, presidente da Faea.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mais de 14 mil contratos, totalizando R$ 4,46 bilhões dos financiamentos firmados, já foram realizados desde a criação da linha de crédito do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) no Plano Agrícola e Pecuário. As regiões Norte e Nordeste foram as que tiveram o menor número de contratos de financiamento, apesar do plano ter forte aderência ao bioma local.

Projeto

O dirigente da Faea, Muni Lourenço, destaca que a proposta do Estado através da entidade ao Ministério da Agricultura foi elaborada ano passado, com a crianção de um comitê gestor composto por instituições públicas e entidades representativas do setor agropecuário. “Com a comissão estamos identificando oportunidades de financiamento do ABC nas diversas regiões produtoras do Estado e traçar estratégias para que os bancos e entidades de assistência técnica difundam o programa, além de estabelecer uma programação de capacitação aos produtores rurais”, destacou Muni Lourenço.

A Faea também vem atuando na implementação do Programa ABC a partir de apoio, inclusive financeiro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na instalação de unidades demonstrativas da tecnologia da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em funcionamento nos municípios de Autazes, Lábrea e Parintins.


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