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Programa ABC : Incentivo à adoção de técnicas

O programa de crédito tem sido difundido no país por intermédio dos Grupos Gestores Estaduais (GGEs) do Plano ABC, que já foi implantado nos 27 Estados da federação 21/07/2013 às 17:32
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Já foram capacitadas mais de 8,9 mil pessoas, sendo que 70% são profissionais das áreas técnicas
Náferson cruz Manaus (AM)

O Programa ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que visa contribuir para a preservação do meio ambiente e para a sustentabilidade da produção agropecuária já dispõe de três iniciativas no Estado, nos municípios de Boca do Acre, Presidente Figueiredo e no Sul de Lábrea.

Os projetos regidos sob a coordenação da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea) consistem na implementação de tecnologias como da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens, plantio direto, fixação de nitrogênio no solo, entre outros.

Os projetos com recursos que somam mais de R$ 4 bilhões estão disponíveis aos produtores rurais e pecuaristas em todo o País, para financiamentos em condições de juros e prazo de carência. No Amazonas, o grande entrave para que os produtores rurais e pecuaristas tenham acesso ao Programa ABC é a exigência de título definitivo da propriedade rural, isso porque a regularização fundiária ainda é um problema grave no Amazonas. “No Sul do Estado onde há um grande interesse dos produtores rurais e pecuaristas em acessar esses recursos se esbarra nessa exigência da garantia real para a concessão do financiamento. Nesses municípios do Sul do Amazonas o Programa Terra Legal ainda não titulou as terras de muitos produtores rurais que já foram visitados há alguns anos”, destacou Muni Lourenço, presidente da Faea.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mais de 14 mil contratos, totalizando R$ 4,46 bilhões dos financiamentos firmados, já foram realizados desde a criação da linha de crédito do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) no Plano Agrícola e Pecuário. As regiões Norte e Nordeste foram as que tiveram o menor número de contratos de financiamento, apesar do plano ter forte aderência ao bioma local.

Projeto

O dirigente da Faea, Muni Lourenço, destaca que a proposta do Estado através da entidade ao Ministério da Agricultura foi elaborada ano passado, com a crianção de um comitê gestor composto por instituições públicas e entidades representativas do setor agropecuário. “Com a comissão estamos identificando oportunidades de financiamento do ABC nas diversas regiões produtoras do Estado e traçar estratégias para que os bancos e entidades de assistência técnica difundam o programa, além de estabelecer uma programação de capacitação aos produtores rurais”, destacou Muni Lourenço.

A Faea também vem atuando na implementação do Programa ABC a partir de apoio, inclusive financeiro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na instalação de unidades demonstrativas da tecnologia da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em funcionamento nos municípios de Autazes, Lábrea e Parintins.

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