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Programa Santander anuncia nesta sexta (7) os ganhadores de bolsas de estudo no exterior

As bolsas integram uma ação do Santander Universidades chamada Fórmula Universidades e que visa estimular a mobilidade acadêmica entre estudantes e professores das universidades associadas 07/11/2014 às 11:38
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O anúncio dos bolsistas selecionados será feito no autódromo de Interlagos, com a presença de Fernando Alonso
Gerson Severo Dantas São Paulo (SP)

O programa Santander Universidades anunciará, nesta sexta-feira (7) à tarde, numa cerimônia que contará com a presença do bicampeão mundial de Fórmula 1 Fernando Alonso, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, os nomes dos 100 estudantes brasileiros que ganharão bolsas de estudos para completarem seus cursos em qualquer uma das mais de mil instituições ibero-americanas parceiras do programa. A assessoria do Santander não revelou nomes, mas informou que universitários de todos os Estados brasileiros foram contemplados com as bolsas.

As bolsas integram uma ação do Santander Universidades chamada Fórmula Universidades e que visa estimular a mobilidade acadêmica entre estudantes e professores das universidades associadas. Essa mobilidade, sobretudo quando envolve instituições internacionais, é apontada como essencial para o País dar um salto na produção acadêmica nos próximos anos.

Internacionalização

Nesta quinta-feira (6), instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a maior do Brasil, e Universidade Prebisteriana Mackenzie, uma das maiores da rede privada, expuseram seus programas de internacionalização acadêmica destacando a importância do programa Ciência Sem Fronteiras (CSF), do Governo Federal. A USP é a segunda maior instituição brasileira que mais estudantes enviou ao exterior pelo programa neste ano, com um total de 2.823 alunos. Em dois anos, desde a criação do CSF, foram 4,6 mil “uspianos” enviados para estudar no exterior. “Para nós é importante termos um ambiente acadêmico internacional e, para tanto, não só estamos enviando nossos alunos para estudar fora, mas também estamos recebendo universitários de fora para estudar em nossas unidades”, contou o presidente da Agência USP Internacional, Raul Machado Neto, acrescentando que hoje a instituição abriga 1,6 mil universitários de outros países.

Machado Neto contou também que a mobilidade internacional de alunos é tão importante para a USP que a direção decidiu complementar o Ciência Sem Fronteiras criando duas mil “Bolsa Mérito”, destinadas ao universitários dos cursos da área de humanidades. “O Ciência sem Fronteiras não atende os cursos de Humanas, então nós fizemos um esforço para complementá-lo”, explicou.

Benefícios sentidos a longo prazo

O reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Aguiar Neto, avalia que a mobilidade acadêmica na instituição multiplicou-se por dez nos últimos quatro anos e que o peso disso na produção científica brasileira ainda será sentida e medida nos próximos anos. “Há uma crítica de que o estudante sai daqui sem saber exatamente o que vai fazer lá fora, mas certamente os ganhos serão muito maiores e só iremos poder contabilizá-los nos próximos anos. O certo é que o Ciência sem Fronteiras veio dar um salto na internacionalização das universidades, pois já são 87 mil bolsas ofertadas no maior programa de mobilidade acadêmica do mundo”, destacou.

A coordenadora de Relações Internacionais da Mackenzie, Claudia Fortes, destaca a possibilidade que o CSF criou para dar acesso as instituições não-públicas aos financiamentos, quebrando uma dificuldade histórica do setor que mais oferece cursos de nível superior no País. “Nossa experiência mostra que formar alunos com competência técnica é possível em cursos presenciais ou por educação à distância aqui mesmo no Brasil, mas hoje o mercado procura competência comportamental, e o aluno que faz o Ciência Sem Fronteira conhece outras culturas e um outro jeito de fazer as coisas”, destacou. No Brasil, o Mackenzie e a sétima que mais enviou alunos ao exterior pelo programa. “À frente da UPM só as instituições públicas” disse Benedito.

*O repórter viajou a convite do Santander Universidades

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