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Cotidiano
respeito

Programação do Dia da Visibilidade Lésbica antecede 'Parada L', no dia 4

“Dia da Visibilidade Lésbica” foi na segunda-feira 29, mas é nesta quarta e quinta que acontece uma programação especial referente à data na capital 30/08/2016 às 21:46 - Atualizado em 16/09/2016 às 20:13
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A secretária de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola / Foto: Evandro Seixas e Arquivo/AC
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O “Dia da Visibilidade Lésbica” ocorreu na última segunda-feira (29), mas é hoje e amanhã que acontece uma programação especial referente à data na capital. Trata-se de dois dias do evento que visam fortalecer o tema que trata sobre a luta contra a lesbofobia e informar a sociedade, além do próprio LGBT, sobre o posicionamento das lésbicas e seis direitos.

O “Dia da Visibilidade Lésbica – 29 de Agosto” abre caminho para a “1ª Parada ‘L’ que acontecerá no próximo dia 4 de setembro, em frente ao Parque Jefferson Péres e próximo ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Será uma manifestação das mulheres com música e arte, informou a secretária de Estado da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola.

No “Dia da Visibilidade Lésbica – 29 de Agosto”, como é denominado o evento, a sede da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) realiza programação de 13h às 17h30 nesta quarta-feira, e das 8h30 às 12h de quinta (1º)  na sede do órgão, localizado na rua 2, nº 2, conjunto Celetramazon, em Adrianópolis, Zona Centro-Sul. 

Programação

Neste o primeiro dia, pela parte da tarde e em rodas de conversas e palestras, será enfocada a visibilidade lésbica nas suas diversas manifestações, como a questão da sexualidade, os direitos não-garantidos ou garantidos por lei mas ainda não atendidos, a luta pela discriminação, a não-inclusão das mulheres no mercado de trabalho, a própria escolha do nome social que elas preferem ser chamadas e trabalhar especialmente, também, a afetividade, bem como gênero e violência doméstica.

No dia 1º, começando pela manhã, serão abordadas mais diretamente as questões da violência urbana no contexto da lesbofobia, e toda a diversidade que esse segmento apresenta. a, palestras sobre violência urbana e lesbofobia e suas formas de manifestação. A programação é gratuita e aberta ao público.

“Antes da ‘1ª Parada L’ vamos fazer essa oficina para atingir as mulheres lésbicas  e informá-las sobre seus direitos, a necessidade de garantir os direitos conquistados e todas as demandas que o segmento tiver que apresentar. É preciso que nós possamos garantir, para este segmento, a viabilidade que ele merece, principalmente no atendimento às demandas que passam obrigatoriamente pelo respeito aos direitos que eles têm”, explica Prola.

Problemática

O principal problema que o movimento lésbico enfrenta é a discriminação e o preconceito, principalmente no âmbito doméstico e familiar, onde as mulheres são muito pouco respeitadas. “Elas sofrem, dentro das suas casas, preconceito e discriminação que se estende para o mercado de trabalho, política de educação, e muitas vezes até são discriminadas na questão dos círculos de amizades, especialmente pelas famílias ou vizinhanças dos territórios onde moram. ou têm as suas atividades”, declara Graça Prola, frisando que não há números estatísticos sobre a violência no segmento. “Esse não é um dado visível ainda, assim como não é para os negros  homossexuais do sexo masculino. Por isso a necessidade de quanto mais puder dar visibilidade para que elas denunciem e se auto-declarem nas delegacias, no Ministyério Público, aonde for, como lésbica ou de acordo com sua orientação sexual”.

O principal avanço do movimento “L” no Estado, de acordo com a secretária, é a organização, onde muitas mulheres já estão organizadas em associações, movimentos e projetos que não trabalham só a luta contra a discriminação e a lesbofobia de um modo geral, mas engajadas em projetos sociais na defesa dos direitos de outras mulheres.

Marco ao segmento

“A data é um marco para o segmento, que foi absorvido pelo Estado a partir da criação desta secretaria de Direitos Humanos. Esse dia alusivo à visibilidade lésbica vem a partir da realização de um seminário em 2012 onde as mulheres entenderam que era preciso dar justamente a visibilidade. Assim como  homossexualidade masculina, elas também querem mostrar que também têm direito à escolha afetiva, à sexualidade garantida, etc. O evento é um marco para o segmento e, consequentemente, com a criação da Sejusc, nós prestamos o apoio, mas também realizamos atividades sócio-educativas para não ficar em um dia que só é glamour. Claro que não. Nós também trabalhamos o segmento informando, sobre os direitos humanos”, explica a secretária da Sejusc.

Programação

Quarta (31/08)

Tema do Dia: Viva a Vida

Atividade Rodas de Conversa

Hora: 13h às 17h30

13h às 13h30 -  Abertura

13h30 às 14h30 – Gênero e Sexualidade (Professora Alessandra Pereira (psicóloga)

14h30 às 15h – Momento Poético – Coletivo Feminista Baré

15h às 16h – Sexualidade não tem idade – Keth Raiane Braz Prestes

16h às 17h – Identificando a Violência Doméstica – Amabel Batista (psicóloga)

17h às 17h30 – Coquetel de Encerramento

Quinta (1º/9)

Tema do Dia: Lesbofobia no Contexto Urbano

Atividade: Palestras

Hora: 8h30 às 12h30

8h30 às 9h - Abertura

9h às 10h – Violência Urbana – Maria das Graças Soares Prola

10h às 10h30 – Intervalo

10h30 às 11h30 – Lesbofobia e suas formas de manifestação (professora Lidiane Cavalcante)

12h – Encerramento

Local: Auditório da Sejusc (rua Bento Maciel, nº 2, Conjunto Celetramazon, Adrianóolis.

Fonte: Sejusc

Em números

10%

Seria o quantitativo da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (LGBT) de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não há dados oficiais precisos sobre a população LGBT.

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