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Cotidiano
Saúde Indígena

Programas de saúde indígena no Estado do Amazonas estão ameaçados

Trabalhos poderão sofrer descontinuidade caso haja mudança na gestão do Distrito Sanitário Especial de Manaus, alega indígenas e funcionários do Dsei 01/10/2016 às 05:00
Show protesto
Manifestação aconteceu ontem, às 11h, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul. Foto: Aguilar Abecassis
Silane Souza Manaus (AM)

Os programas de saúde indígena desenvolvidos pelo Distrito Sanitário Especial de Manaus (Dsei) vão parar caso haja mudança na gestão da instituição. É o que advertem  lideranças indígenas, caciques, profissionais dos polos bases e representantes do Sindicato dos Profissionais de Saúde Indígena do Amazonas. Nesta sexta-feira (30), eles promoveram uma manifestação em prol da permanência da atual gestora do Dsei Manaus, Adaciline Magalhães Rodrigues, na função.

A representante dos dentistas do Dsei Manaus, Elbi Lemos, disse que os atendimentos da unidade deram um enorme salto graças à atuação e empenho da atual gestora. “Antes nós não tínhamos estrutura para realizar os atendimentos nas aldeias, neste sábado (1º), em cada polo há consultórios médicos e os profissionais foram capacitados para acompanhar esse público nas próprias regiões onde mora. Nós não vemos motivos para essa troca de gestão, por isso somos contra”, afirmou.

O gestor da Casa de Saúde e Apoio aos Indígenas (Casai), Severo Mateus Ganenha, também destacou os avanços na área de atendimentos na capital. “Ampliamos nossa estrutura física, nossos serviços e qualificamos nossos servidores. Hoje atendemos uma média de 300 indígenas por mês, demanda de todos os Dsei do Amazonas, além de Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC), em razão do atendimento de alta complexidade que disponibilizamos”, declarou.

O vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Manaus, Zé Almir, disse que a base precisa ser consultada antes de qualquer  mudança para poder dar sua opinião. “O Condisi é quem avalia e aprova os trabalhos do Dsei. Nós fazemos o controle social. Precisamos ser consultados. Mas eles têm esse costume de fazer a troca de  gestores sem a gente saber. Quando a gente pensa que não, já aconteceu. Não vamos aceitar isso agora porque vem sendo feito um bom trabalho”.

O principal temor dos manifestantes é que, caso Adaciline seja substituída, todo o trabalho iniciado por ela junto aos indígenas no Amazonas, seja perdido.

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