Sábado, 25 de Maio de 2019
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Projeto da Fapeam promete acabar com mal estar gerado por dores musculares

 Intitulado de ‘Exdor’, o aparelho portátil e de fácil manuseio foi uma das 40 propostas aprovadas no Programa Sinapse da Inovação



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O próprio usuário irá regular a intensidade do estímulo elétrico do produto e usá-lo para tratar dores no corpo.
14/01/2016 às 17:14

Um produto desenvolvido com o apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pretende utilizar corrente elétrica para acabar com o mal estar gerado pelas dores musculares.  Intitulado de ‘Exdor’, o aparelho portátil e de fácil manuseio foi uma das 40 propostas aprovadas no Programa Sinapse da Inovação.

Desenvolvido sob a coordenação da professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ayrles Barbosa Mendonça, o Exdor será um equipamento de eletroestimulação transcutânea (através da pele) portátil. O próprio usuário irá regular a intensidade do estímulo elétrico do produto e usá-lo para tratar dores no corpo. 

Segundo o projeto de pesquisa, a permissão de regulagem feita pelo usuário irá gerar feedback sensorial, pois cada indivíduo controlará o estímulo elétrico. O equipamento pretende fornecer bem estar geral, aumentar qualidade de vida e funcionalidade, através da redução de estímulos dolorosos via estimulação elétrica.

O tecido de fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta típica da região amazônica, que é resistente e leve, será usado na composição do corpo do Exdor. A fibra atuará como isolante elétrico. Adesivos de disco de gel de silicone também serão usados no equipamento e atuarão como ponte de ligação entre a pele e a corrente elétrica.

Segundo a pesquisadora, a inibição das dores ocorre por meio da 'teoria fisiológica da comporta da dor', em que o estímulo elétrico coíbe a sensibilidade do doloroso. Com base nesta teoria, conforme o projeto, o Exdor poderá ser usado sem restrição de idade.

“Tal inibição ocorre por meio desta teoria, fazendo com que sua utilização possa ser indicada para qualquer idade e em qualquer situação de desconforto biomecânico e/ou queixas álgicas, como por exemplo: patologias diversas, fadigas musculares, lombalgias (dor na região lombar), hérnias de disco, vícios posturais etc”, disse a pesquisadora.

Um protótipo do Exdor deve ser concluído em até quatro meses. A expectativa do grupo de pesquisa é que, com o equipamento, o cliente seja o sujeito ativo e autônomo no seu processo de bem estar geral. A experiência promete não ter efeitos colaterais, nem necessidade de terapias ou de ingestão de medicamentos.

*Com informações da assessoria de imprensa


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