Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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Projeto da Fiocruz AM é selecionado como alternativa para o controle do Aedes aegypti

A escolha do projeto ocorreu na Reunião Internacional para Implementação de Novas Alternativas para o Controle do Aedes Aegypti no Brasil, que ocorreu em Brasília, no dia 17 e 18 de fevereiro



1.jpg O projeto cria uma armadilha que permite que as fêmeas sejam atraídas até um recipiente com um pouco de água e com suas paredes internas cobertas de um pano preto aveludado
23/02/2016 às 19:13

O projeto que desenvolve um método no qual os próprios mosquitos são usados no controle das doenças, como dengue, chikungunya e zika, desenvolvido pelos pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e do Instituto Renê Rachou (IRR/Fiocruz Minas) - foi o único escolhido como uma das principais novas alternativas para o controle do Aedes aegypti no Brasil, pelo Ministério da Saúde. A metodologia será incorporada, ainda sem data, nas diretrizes nacionais de controle ao Aedes aegypt.

A escolha do projeto ocorreu na Reunião Internacional para Implementação de Novas Alternativas para o Controle do Aedes Aegypti no Brasil, que ocorreu em Brasília, no dia 17 e 18 de fevereiro. Além da Fiocruz Amazônia, foram apresentados projetos do Emory University, dos EUAs, International Atomic Energy Agency, da Áustria, do QIMR Berghofer Medical Research Institute e James Cook University, ambas da Austrália, da Universidade Autonoma de Yucatan, do México, da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual do Ceará (UFCE).  

Método

O projeto consiste em usar baldes com um pouco de água e suas paredes internas cobertas de um pano preto aveludado, no qual é aplicado o larvicida pyriproxyfen triturado até a consistência de um pó, o projeto cria uma armadilha que permite que as fêmeas sejam atraídas até o recipiente.

"Quando pousam no balde, os mosquitos ficam impregnados com inseticida e levam para outros criadouros, aumentando assim o combate às larvar", explicou o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia e um dos pesquisadores do projeto, Sérgio Luz. 

Vantagem

Segundo o pesquisador, o método é de extrema importância pois alcança criadouros de difícil acesso. "Um dos maiores problemas no controle dos mosquitos vetores é que a muito dos criadouros não são tratados durante as ações de controle, pelo difícil acesso. Ficamos bastante felizes de terem escolhido o método, pois foi um projeto que trouxe bastante resultado onde foi implantado", disse Luz.
 
Na fase inicial do projeto, que começou em novembro de 2013, no município amazonense de Manacapuru, os criadouros positivos de larvas nas casas eram presentes em 98% das residências. Até outubro de 2015, a equipe registrou apenas 2% de casas positivas. 
 
Além disso, as notificações das doenças no município, segundo o subgerente de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Mário Fernandes da Silva, em 2015, foram 79. Em 2014, o número chegou a 200. 
 
O projeto conta ainda com as participações dos pesquisadores Dr.Fernando Abad-Franch (IRR), Elvira Zamora e os técnicos de campo, Ricardo Mota e Sebastião Dias, ambos do ILMD.

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