Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
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Projeto desenvolvido em Itacoatiara (AM) ganha recursos para sua implementação

O projeto foi idealizado pela professora de matemática Nora Ney de Lima, com o objetivo de estimular o interesse das alunas pelas ciências exatas e naturais com a criação de peixes e produção de hortaliças



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O projeto Aquaponia, desenvolvido por estudantes da escola estadual Deputado João Valério, será contemplado com R$ 30 mil
04/01/2016 às 21:04

O projeto “Aquaponia: uma alternativa de diversificação da sala de aula”, desenvolvido pela Escola Estadual Deputado João Valério, em Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), é uma das dez iniciativas vencedoras do edital “Gestão Escolar para Equidade: Elas nas Exatas”, promovido pelo Instituto Unibanco, Fundo Elas e a Fundação Carlos Chagas.

O projeto foi idealizado pela professora de matemática Nora Ney de Lima, com o objetivo de estimular o interesse das alunas pelas ciências exatas e naturais com a criação de peixes e produção de hortaliças. O mecanismo utilizado é a aquaponia, um sistema de produção de alimentos que combina a aquicultura convencional (criação de organismos aquáticos, tais como caramujos e peixes) com a hidroponia (cultivo de plantas em água).

A gestora da escola, Ocilena Pereira Rodrigues, conta que os alunos já desenvolvem um projeto de horta na escola e cultivam um jardim com plantas medicinais. A implementação da aquaponia irá complementar o trabalho que já é desenvolvido.

“A ideia de fazer o projeto de aquaponia foi pensando também em nutrir as plantas que já cultivamos. Será um trabalho multidisciplinar, onde as disciplinas de biologia, química, física e a própria matemática serão trabalhadas de uma outra forma pedagógica”, explica.

Concorrência

Ao todo, foram inscritas 173 propostas no edital, cujo principal objetivo é buscar e implementar iniciativas que incentivem a participação e o ingresso das mulheres jovens nas carreiras de engenharia, ciências exatas e naturais. Em 2016, a escola receberá R$ 30 mil para a implementação do projeto.

Por isso, o projeto será especificamente desenvolvido por mulheres. Aproximadamente 150 alunas do ensino médio estarão envolvidas direto e indiretamente na atividade, na Escola Estadual Deputado João Valério.

“Essas atividades desenvolvidas pela escola são de suma importância, pois tempos muitos alunos e alunas da zona rural. O projeto é interessante para elas estarem entendendo a nossa cultura. Nossa região vive do pescado e necessita das hortas, dessas plantações, e muitos jovens esquecem dessa cultura. Por isso a escola a mantém viva, aliando-a aos estudos das disciplinas”, completa Ocilena.

Iniciativas terão R$ 30 mil em 2016

Cada projeto receberá R$ 30 mil para serem implementados ao longo de 2016, serão monitorados pelo Fundo Elas e avaliados pela Fundação Carlos Chagas, com o objetivo de identificar os resultados alcançados e sistematizar as experiências que tenham potencial de replicação em outras escolas.

“Buscamos práticas inovadoras para enfrentar os desafios da equidade nas escolas. Ao longo do ciclo educacional as meninas têm boa performance nas exatas, mas a maioria não escolhe essas carreiras. A ideia é estimular as escolas públicas a desenhar e implementar estratégias de gestão para enfrentar este fenômeno que é mundial, mas é radical no Brasil”, diz Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco.

Rosana Heringer, presidente do conselho do Fundo Social Elas, destaca que os projetos mais bem sucedidos poderão ser replicados em outras escolas do País. “Inauguramos um catálogo de ações e experiências que possam ser replicadas”, disse.


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