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Cotidiano
SUSTENTÁVEL

Projeto ecológico de urbanização é selecionado para evento internacional

O espaço localizado no rip-rap do Igarapé do Gigante, na Redenção, tem como objetivo ser uma solução de baixo custo para urbanização sustentável em comunidades 14/10/2017 às 13:32
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O projeto é desenvolvido pela FAS (Foto: Divulgação)
Álik Menezes Manaus (AM)

O Projeto de Restauração Ecológica e Urbanização Sustentável da Amazônia (Reusa), idealizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e projetado pelo escritório arquitetônico Sérgio Santos, foi selecionado para a mostra da 16ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, evento pioneiro das Bienais da América Latina e um dos mais importantes do segmento ao lado das edições de Veneza e São Paulo.

A Bienal acontece entre os 9 a 20 deste mês e reúne nomes proeminentes da arquitetura internacional, presentes em palestras, mostras, além de exposições, debates, filmes, eventos multimídia e um ciclo de atividades na capital argentina.

Localizado no rip-rap do Igarapé do Gigante, na Redenção, na Zona Centro-Oeste da capital amazonense, o espaço tem como objetivo ser uma solução de baixo custo para urbanização sustentável em comunidades de alta vulnerabilidade sócioambiental e econômica na Amazônia, como no próprio Igarapé do Gigante, em Manaus.

Segundo a Fundação de Desenvolvimento Sustentável, todo projeto arquitetônico foi elaborado para o aproveitamento de materiais descartados. Tubos de perfuração de petróleo foram utilizados para a montagem da estrutura, assim como compensados de embalagens de televisão como solução para reduzir a temperatura em até 2°C. Os pavimentos foram construídos com madeira reaproveitada de barcos fora de operação, explicou o arquiteto idealizador do projeto, Sérgio Santos.

“O conceito da construção é muito barato, o que mostra que essa obra pode ser replicada para outras regiões da cidade e do País. A obra ficou pronta em 45 dias, com inovações que permitem uma construção sustentável extremamente segura e confortável para os comunitários”, explicou.

Além de representar uma inovação no cenário arquitetônico da cidade, o Reusa foi idealizado para promover a revitalização do Igarapé do Gigante e gerar renda para a população da comunidade, pois o local funciona também como a sede da loja do “Rip-Arte”, projeto coletivo de mulheres artesãs do bairro da Redenção. O Reusa serve, ainda, como um espaço para cursos profissionalizantes e deve levar conscientização ambiental para os moradores.

“O objetivo do Reusa é estimular a geração de renda sustentável, restauração ecológica, urbanismo sustentável, associativismo e saúde junto com a comunidade. A sede é sustentável, usando materiais reaproveitados que fazem a sede ser uma solução de baixo custo visando o desenvolvimento sustentável local”, destacou o superintendente geral da FAS e idealizador do projeto, Virgílio Viana.

Inaugurada em 30 de julho

A sede  do projeto de Restauração Ecológica e Urbanização Sustentável da Amazônia (Reusa) foi inaugurada no dia 30 de julho deste ano.

Ele foi construído no rip-rap do Igarapé do Gigante, no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste da cidade.

A iniciativa foi pensada com o objetivo de estimular a geração de renda sustentável e recuperação ambiental no leito do rio por meio de oficinas e ações de mobilização e engajamento de moradores do bairro.

A inauguração da sede foi uma das atividades realizadas durante a Virada Sustentável Manaus 2017, realizada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAZ) e mais 36 instituições da cidade de Manaus.

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