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Projeto iniciado pela população pede reforma política e procura apoio de congressistas

Representantes do Amazonas no Congresso Nacional são os próximos alvos do projeto de iniciativa popular da'“Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas' 21/02/2015 às 14:08
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Durante o lançamento Campanha da Fraternidade representantes do 'Coalizão pela Reforma Política Democrática' coletaram assinaturas na Praça da Matriz
NATÁLIA CAPLAN Manaus (AM)

Os 11 representantes do Amazonas no Congresso Nacional são os próximos alvos do projeto de iniciativa popular da “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, que já conseguiu 800 mil assinaturas em todo o Brasil. Deste número, 30 mil foram coletadas  no Estado. A meta é alcançar o total de 1,5 milhão de apoiadores até o fim de março. “Pra gente é algo importante, um bom número, porque criamos o comitê local há apenas dois meses”, disse Carlos Santiago, um dos coordenadores da coalizão em Manaus.

De acordo com ele, que é advogado e cientista político, os quatro pontos principais da proposta são: proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do financiamento democrático de campanha; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero na lista pré-ordenada; e fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes. “O Projeto de Lei 6316/2013 é para dar um caráter de iniciativa popular”, informou Santiago, ao ressaltar que 103 entidades estão envolvidas.

Entre elas a Organização dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Nacional dos Estudantes (UNE). “O governador José Melo já assinou, a desembargadora Graça Figueiredo (presidente do Tribunal de Justiça do Estado) assinou, o presidente da Câmara Municipal, Wilker Barreto e outros vereadores também assinaram. Conseguimos 1,5 milhão no caso da Lei da Ficha Limpa. Estamos no caminho certo”, enfatizou o advogado.

Para o presidente da CMM, Wilker Barreto, a questão da reforma é uma maneira de melhorar a segurança jurídica dos partidos e oferecer concorrência justa nas eleições. “Está se criando muitos partidos para negociatas, não por posições ideológicas. Eu defendo esta linha de igualar o jogo do financiamento e defendo o voto distrital”, disse o vereador.

O parlamentar ressalta que esse é o momento político propício para se discutir mudanças no sistema eleitoral e partidário. “O Brasil vive um novo momento, de grande amadurecimento político, com um sentimento de cobrança muito forte. O político trabalha de acordo com a opinião pública. Vejo de forma muito positiva essa possibilidade”, afirmou.

MELO ASSINA A PROPOSTA

Um dos signatários da proposta de reforma política, o governador José Melo (Pros) afirmou que toda a sociedade precisa se unir para conquistar a mudança do sistema político o mais breve possível. Para ele, assim como a família, a política é essencial, um princípio básico para a transformação do País. “Eu sou totalmente favorável”, disse.

Na avaliação de Melo, a reforma política é imperiosa. “Porque, no formato em que está aí, ela permite que se cometam muitos deslizes, que não são sadios nem para a sociedade, nem para o povo. Eu sou totalmente favorável à reforma política e que esses procedimentos, esses atos, essas manifestações devam caminhar. Porque, só dessa forma, nós poderemos — nós políticos, a sociedade — construir um futuro melhor para os nossos filhos. Eu, como governador, já assinei e agora nós vamos nos associar, através da força que o Governo tem, de apoiar todos aqueles que querem caminhar nesse sentido”, afirmou o governador José Melo.



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