Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
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Projeto iniciado pela população pede reforma política e procura apoio de congressistas

Representantes do Amazonas no Congresso Nacional são os próximos alvos do projeto de iniciativa popular da'“Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas'



1.jpg Durante o lançamento Campanha da Fraternidade representantes do 'Coalizão pela Reforma Política Democrática' coletaram assinaturas na Praça da Matriz
21/02/2015 às 14:08

Os 11 representantes do Amazonas no Congresso Nacional são os próximos alvos do projeto de iniciativa popular da “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, que já conseguiu 800 mil assinaturas em todo o Brasil. Deste número, 30 mil foram coletadas  no Estado. A meta é alcançar o total de 1,5 milhão de apoiadores até o fim de março. “Pra gente é algo importante, um bom número, porque criamos o comitê local há apenas dois meses”, disse Carlos Santiago, um dos coordenadores da coalizão em Manaus.

De acordo com ele, que é advogado e cientista político, os quatro pontos principais da proposta são: proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do financiamento democrático de campanha; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero na lista pré-ordenada; e fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes. “O Projeto de Lei 6316/2013 é para dar um caráter de iniciativa popular”, informou Santiago, ao ressaltar que 103 entidades estão envolvidas.



Entre elas a Organização dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Nacional dos Estudantes (UNE). “O governador José Melo já assinou, a desembargadora Graça Figueiredo (presidente do Tribunal de Justiça do Estado) assinou, o presidente da Câmara Municipal, Wilker Barreto e outros vereadores também assinaram. Conseguimos 1,5 milhão no caso da Lei da Ficha Limpa. Estamos no caminho certo”, enfatizou o advogado.

Para o presidente da CMM, Wilker Barreto, a questão da reforma é uma maneira de melhorar a segurança jurídica dos partidos e oferecer concorrência justa nas eleições. “Está se criando muitos partidos para negociatas, não por posições ideológicas. Eu defendo esta linha de igualar o jogo do financiamento e defendo o voto distrital”, disse o vereador.

O parlamentar ressalta que esse é o momento político propício para se discutir mudanças no sistema eleitoral e partidário. “O Brasil vive um novo momento, de grande amadurecimento político, com um sentimento de cobrança muito forte. O político trabalha de acordo com a opinião pública. Vejo de forma muito positiva essa possibilidade”, afirmou.

MELO ASSINA A PROPOSTA

Um dos signatários da proposta de reforma política, o governador José Melo (Pros) afirmou que toda a sociedade precisa se unir para conquistar a mudança do sistema político o mais breve possível. Para ele, assim como a família, a política é essencial, um princípio básico para a transformação do País. “Eu sou totalmente favorável”, disse.

Na avaliação de Melo, a reforma política é imperiosa. “Porque, no formato em que está aí, ela permite que se cometam muitos deslizes, que não são sadios nem para a sociedade, nem para o povo. Eu sou totalmente favorável à reforma política e que esses procedimentos, esses atos, essas manifestações devam caminhar. Porque, só dessa forma, nós poderemos — nós políticos, a sociedade — construir um futuro melhor para os nossos filhos. Eu, como governador, já assinei e agora nós vamos nos associar, através da força que o Governo tem, de apoiar todos aqueles que querem caminhar nesse sentido”, afirmou o governador José Melo.




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