Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
PARTO HUMANIZADO

Projeto leva gestantes para conhecer espaços em maternidades antes do parto

Ação feita pela ‘Rede Cegonha’, do Ministério da Saúde, orienta gestante e familiares sobre os procedimentos que serão realizados no dia do parto. O objetivo é incentivar a humanização do parto



DSC_0440_148ED415-DA41-4D7C-AF71-7AFB62C7BDEC.JPG Foto: Divulgação
18/12/2019 às 17:22

As boas práticas do parto natural, bem como os sinais e sintomas do trabalho de parto, os benefícios do aleitamento materno até os seis meses de idade e a importância da presença da família naquele momento são orientações indispensáveis à mulher que está prestes a dar a luz. 

Por isso que ainda durante o pré-natal, além destas informações, as gestantes têm a oportunidade de conhecer a maternidade onde serão atendidas, por meio do projeto de vinculação preconizado pela Rede Cegonha, do Ministério da Saúde. 



Nesse sentido que trinta e duas gestantes conheceram, nesta quarta-feira (18), a estrutura da Maternidade Alvorada, localizado na rua 7, bairro Alvorada, na Zona Oeste de Manaus. Na ocasião, tanto elas quanto seus familiares foram orientados sobre os procedimentos que serão realizados no dia do parto, dentre outros temas relevantes. 

Conforme a coordenadora da Rede Cegonha da Maternidade, Marinalva Ramos de Figueiredo, a veiculação tem o intuito de emponderar as mulheres e a família para a humanização do parto. Ela destaca a essencialidade da presença do núcleo familiar em todas as fases da gestação. 

“Com o fortalecimento da veiculação, a gente emponderou os familiares para quando eles adentrarem a maternidade, eles já soubessem a função do acompanhante, o que trazer para a maternidade, como eles vão se portar na hora do parto por que o pai assiste o momento, ele que corta o cordão umbilical, e aqui toda a família é inserida nesse contexto, inclusive os filhos pequenos da parturiente se ela tiver”, afirmou.

É nesse momento, durante as reuniões de vinculação que as futuras mamães esclarecem as suas mais diversas dúvidas sobre o mundo da maternidade. Dentre eles, os sinais e sintomas do trabalho de parto, o momento que deve procurar a unidade hospitalar. 

“As mães de primeiro filho tem uma gama muito grande de informações por que ela não tem nenhuma. É nas reuniões que abordamos assuntos como aleitamento materno, as proibições do bico, mamadeira e chupeta, falamos sobre os alimentos para lactantes, justamente para que tenham uma gama de informação e estarão preparados para o momento do parto”, destacou ainda. 

Conforme dados da coordenação da Rede Cegonha da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), 5,7 mil mulheres foram preparadas nas maternidades do Estado no projeto de vinculação, neste ano.

A maternidade

Acompanhada da mãe, a estudante Nathaly Abreu Batista, de 22 anos, destacou a expectativa para a vinda do primeiro bebê, ainda este mês. “Como eu ajudei a criar minha irmã mais nova, tenho uma base de como funciona só que com a gente, é diferente. Essas informações são importantes por que muitas mães não sabem e acabam negligenciando o próprio filho”, contou. 

Aos nove meses de gestação, ela afirma que para diminuir a ansiedade, é assistida por um psicólogo. “Eu faço acompanhamento psicológico, estou tranquila, mas querendo ou não, é tudo novo, sim. Então, acredito que é normal e tudo dará certo”, destacou ainda.

As grávidas vinculadas à Maternidade Alvorada são de Unidades Básicas de Saúde do distrito-oeste que compreende os bairros: Redenção, Alvorada, Lírio do Vale, Ajuricaba, Santos Dumont, Da Paz e Compensa.  

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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