Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
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Projeto ‘Nascer’ acolhe jovens grávidas e dá assistência à criança e à família em situação de risco

O Nacer foi aberto no dia 27 de abril, e possui uma estrutura apropriada para acolher as adolescentes mães, mas todas que são encaminhadas pela justiça



1.jpg O núcleo acolhe dois tipos de projetos que são o Apoio as Mães Adolescentes (Ama) e o pão da Vida
18/07/2015 às 15:43

A falta de estrutura física, familiar e emocional colabora para que boa parte das adolescente grávidas de alguma forma evitem a continuação daquela gravidez ou até mesmo abandone o próprio filho ainda na maternidade.Para reduzir o abandono e o aborto, o abrigo Janell Doyle criou um programa para acolher jovens grávidas, que ficou conhecido como o Núcleo de Assistência a Criança e Família em Situação de Risco (Nacer).

O Nacer foi aberto no dia 27 de abril, e possui uma estrutura apropriada para acolher as adolescentes mães, mas todas que são encaminhadas pela justiça.O núcleo acolhe dois tipos de projetos que são o Apoio as Mães Adolescentes (Ama) e o pão da Vida.



O projeto AMA, além de acolher as adolescentes grávidas, também as acompanham com o pré-natal, orientam sobre os cuidados com o bebê e aleitamento materno, apoia na confecção do enxoval, orienta quanto a prevenção de outra gravidez precoce, motiva a permanência na escola e capacita para atividades de geração de renda.

O projeto Pão da Vida, acolhe crianças de 0 a 5 anos com baixo peso, junto com suas mães. Oferece oficinas as mães sobre alimentação e nutrição, higiene, imunização. Estimula o aleitamento materno e outros cuidados.O diretor da casa Nacer, Cleslley Rodrigues, explicou que até o momento a casa que está com toda a estrutura para receber as adolescentes, continua no aguardo das demandas da justiça, mas enquanto isso se tornou o lar de 12 crianças que viviam em situação de risco.

“A nossa casa tem condição física de receber até 20 crianças, além de ser morada para as crianças que passaram por situação de risco, como abandono, maus-tratos e negligência, também trabalhamos como o social delas, com o acompanhamento de psicólogos, assistente social e também pedagoga”, explicou.

O trabalho psicossocial também se estende aos pais e familiares dos acolhidos.“A ideia não é retirar as crianças dos seus lares de origem. A justiça luta muito para que um dias essas crianças possam voltar para suas famílias, e por isso que nosso trabalho também se estende aos país”, reforçou o diretor da casa.De acordo com a direção do Nascer, o abrigo sobrevive com base de doações.

Ao todo é necessário aproximadamente R$ 30 mil mensal para deixar a casa em ordem.Rodrigues explicou que o Nacer foi planejado e está sendo executado na nova forma padrão pedido pela justiça.

“Somos um núcleo padrão que não tem mais cara de abrigo, mas sim de um casa. Temos até duas crianças que estão estudando em escolas do próprio bairro”, disse.Os móveis da estrutura da casa, como cadeiras, berço e camas são todos confeccionados de palotes, que foram doados para a instituição.

A casa em nenhum momento fica sem a presença de um funcionário. No caso das crianças que são recém-nascidas ficam no berçário, em 24 horas de cuidado. 


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