Publicidade
Cotidiano
LEITURA

Projeto social leva bibliotecas para crianças e adolescentes ribeirinhas no Sul do Amazonas

Dar a eles a oportunidade de acesso ao livro. Esse é o objetivo do “Caminho dos Livros pela Floresta Amazônica” 08/05/2017 às 09:49
Show 1223551
Foto: Divulgação
Vinicius Leal Manaus (AM)

Fundar bibliotecas em escolas de pequenas comunidades ribeirinhas do interior do Amazonas e dar a crianças e adolescentes carentes a oportunidade de acesso ao livro. Esse é o objetivo do projeto social “Caminho dos Livros pela Floresta Amazônica”, que vem sendo desenvolvido desde 2016 pela advogada Cristiane Maciel e pela funcionária pública Aldeiza Lago no Sudeste do Amazonas.

O projeto leva para as crianças e os jovens a possibilidade de criar o hábito e o gosto pela leitura. “O intuito é montar mini bibliotecas em escolinhas rurais localizadas em comunidades tradicionais e isoladas do Sul do Amazonas, ao longo do rio Aripuanã e do rio Roosevelt”, disse Cristiane Maciel. “Como o tema do projeto é o caminho dos livros pela floresta, a nossa logo é alguém lendo debaixo de uma árvore e a estante dos livros construída nas bibliotecas também é em formato de árvore. Tem um marceneiro que faz a estante dessa forma especialmente para a gente”, completou.

No final do mês passado, em abril, a primeira comunidade foi contemplada: a comunidade Vila do Carmo, que fica a 100 quilômetros de Apuí, cidade onde moram Cristiane e Aldeiza. “A primeira a ganhar os livros foi a Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo, na Vila do Carmo, com 25 alunos e que não possuía biblioteca. Nosso foco é doar livros de literatura infantil, juvenil e também literatura clássica. Livros para adultos não entram”, disse.


Cristiane Maciel e Aldeiza Lago (Foto: Divulgação)

As escolas atendidas pelo projeto são pequenas, com média de 10 a 30 alunos, com idades de 5 anos a 18 anos. Ao todo, devem ser atendidas 120 crianças e adolescentes e 300 livros por cada escola. “O mais importante é a possibilidade de abrir novos horizontes para essas crianças. Não é porque elas moram numa comunidade que não podem sonhar grande, e o livro dá essa oportunidade, de conhecer novos mundos”.

A concepção do projeto

A ideia do projeto surgiu de uma conversa entre Cristiane e Aldeiza. “Na época, a Aldeize me contou que as crianças das comunidades que ela visitava, através da Secretaria do Meio Ambiental, ficavam ociosas. Elas estavam fazendo tatuagens com noda de caju, com o leite que queima. Se marcar na pele, não sai mais. As crianças ficavam sem perspectiva. Então tínhamos que fazer alguma coisa, dar a elas uma atividade”, completou Cristiane.

“Escrevi o projeto e convidei a Aldeize para o apoio técnico. Entrei em contato com editores e autores de livros, e conseguimos apoio com cinco editoras. Mas cada editora mandou 30 ou 40 livros, e o nosso objetivo é arrecadar aproximadamente 3 mil. Ainda estamos beirando os 1 mil livros”, explicou Cristiane.

Publicidade
Publicidade