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Cotidiano
AMAZONAS DIDÁTICO

Professores do AM vão produzir material didático para escolas do Estado em 2019

Estado informa que vai investir, no próximo ano, na elaboração do material didático produzido por técnicos e professores locais e que deverá ser utilizado pelas escolas amazonenses 28/02/2018 às 05:00 - Atualizado em 28/02/2018 às 09:08
Show show alunas
As alunas Amanda Carvalho, Sarah Regina e Maria Eduarda Maria, todas com 17 anos de idade, elogiaram o livro didático / Fotos: Jair Araújo
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Dentro de um projeto chamado “Amazonas Didático”, o Estado vai investir, no próximo ano, na elaboração do material didático produzido por técnicos e professores locais e que deverá ser utilizado pelas escolas amazonenses. Num primeiro momento, vão ter acesso à novidade alunos de Ensino Fundamental 1, de 1º ao 5º ano, e no Fundamental 2, do 6º ao 9º ano. A expectativa é que no segundo semestre de 2019 o livro didático regional possa ser distribuído para os alunos do Ensino Médio junto com o material que é enviado pelo Ministério da Educação (MEC).

As informações são do secretário de Estado da Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), Lourenço Braga. A ideia também, disse ele, é oferecer o livro didático regional ao Ministério da Educação e que, após a pasta fiscalizar e avaliar a qualidade desse material, também ofertá-lo para os outros Estados da Federação a exemplo do que já foi produzido no Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Rio.

“O que quero apenas é, com a orientação do governador Amazonino Mendes, prestigiar os técnicos locais. Temos professores de muito boa qualidade na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na do Estado do Amazonas (UEA), e técnicos de qualidade invejável no âmbito interno da Secretaria de Educação. O que queremos fazer é juntar esforços dessas pessoas, dessas inteligências e intelectos, para produzir um material que fale da gente, da nossa cultura, dos nossos costumes, dos nossos usos. Sou um cosmopolita por excelência, e não quero que os nossos estudantes não aprendam coisas do Brasil e do mundo: eu apenas quero juntar essas coisas às coisas do Amazonas”, explica Braga.

Ele destaca que o projeto já começou a ser realizado, tendo sido constituída uma comissão de técnicos ligada à Secretaria Adjunta de Educação da Capital, coordenada pela professora Luciana Kalper, que é especialista na matéria e que já começou a reunir técnicos e professores numa primeira tentativa e esforço de composição desse material.

“A ideia é aproveitar boa parte do material que já dispomos no Centro de Mídias que vem funcionando ao longo de quase 10 anos produzindo aulas diárias com material organizado e criado pelos nossos professores e técnicos. O grupo vai fazer uma avaliação desse material e começar a trabalhar a partir dele”, contou. 

“Este projeto é o respeito da qualidade técnica das pessoas que trabalham no Amazonas. Isto se junta ao esforço da Universidade Federal do Amazonas no seu departamento de educação, de letras, nas licenciaturas todas oferecidas de Física, Química, Matemática, Biologia, História e Geografia e esforço igual à da nossa jovem Universidade do Estado (UEA)”.

Sobre o Dia Nacional do Livro Didático, que foi festejado nesta terça-feira, dia 27 de fevereiro, Lourenço Braga declarou que “esse é um dia em que as pessoas precisam parar dois ou três minutos sobre a necessidade de voltar a ler e de aprofundar o costume da leitura”.

Estudantes

As estudantes Amanda Carvalho, Sarah Regina e Maria Eduarda Maria, todas com 17 anos de idade, e cursando o 3º ano do ensino Médio da Escola Estadual Sant’Ana, na avenida André Araújo, falaram positivamente sobre a importância do livro didático.

“Ele traz um bom conhecimento para nós”, disse Amanda. Para Sarah Regina, “sem o livro didático não haveria base para o estudo”. Segundo Maria Eduarda, “o professor dá uma base e o livro didático ajuda a compreender mais, numa união de conhecimento”.

Professores falaram dos desafios da leitura frente à Internet

Um dos maiores desafios  dos professores é, em tempos de Internet, fazer com que os alunos tenham interesse no livro didático, comentaram os mestres Cássio Daniel, 28, e Luiz Gustavo Teixeira, da Escola Estadual Sant’Anna, na avenida André Araújo.


Professores Luiz Gustavo Teixeira, de Física, e Cássio Daniel, de Geografia (Foto: Paulo André)

“O livro amplia e sintetiza os conhecimentos para os alunos. Não só para os estudantes mas também para os professores. E hoje é um desafio enorme pois estamos deixando de fazer leitura em tempos de Internet, onde as pesquisas não estão mais sendo feitas em livros”, disse Daniel, que leciona a disciplina Geografia.

Para o professor Luiz Gistavo Teixeira, 30, de Física, o livro didático é essencial para o planejamento “para seguir a ordem correta do que será exposto para o aluno”. “Hoje em dia o Google é a ‘enciclopédia dos alunos”, relata ele, sobre o desafio do livro didático.

Iniciativa da Ufam, coleção Jaraqui foi distribuída na rede

“As aves que não podiam cantar”,  “Pepeu, o Gato que queria ser onça”, “Filho-do-Ingá”, “Guta e o rio poluído” são alguns dos 10 livros da coleção de livros denominada Jaraqui, de literatura infantil, que foram distribuídos gratuitamente na rede estadual de educação infantil como material didático.

A coletânea foi produzida por professores da educação básica que concluíram o curso de pós-graduação Lato Sensu em Educação Ambiental com Ênfase em Espaços Educadores Sustentáveis, que está vinculado à Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com desenvolvimento de tecnologia e metodologia concebidos  pelo grupo de pesquisa responsável pelo Laboratório de Hipermídia de Aprendizagem do Centro de Formação Continuada, Desenvolvimento de Tecnologia e Prestação de Serviços para a Rede Pública de Ensino (Cefort/Faced). 

Nova tiragem

A obra foi editada pela Editora da Ufam e coordenada pelas professoras Maria Anete Leite Rubim e Salete da Silva Lima. 

De acordo com a professora Maria Anele Leite Rubim, da Faculdade de Ciências Agrárias da Ufam e coordenadora do curso de especialização em Educação Ambiental, a coletânea tem 10 obras e teve uma tiragem de 3 mil livros, e haverá reuniões com os autores para nova tiragem tanto para as escolas da capital quanto do interior.

A coletânea também foi encaminhada para apreciação do secretário Lourenço Braga. “O livro didático auxilia e é um mecanismo que faz com que a informação chegue para o aluno de forma educativa e esclarecedora”, destacou Anete Rubim.

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