Terça-feira, 25 de Junho de 2019
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Promotor acusado de assassinato é inocentado por falta de provas

Conselheiros do CNMP aprovaram arquivamento contra Cândido Honório, acusado de tramar morte do ex-procurador-geral Mauro Campbell



1.jpg O promotor de Justiça Cândido Honório foi acusado de envolvimento com o crime organizado e agora está aposentado
25/11/2013 às 08:06

O plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, por unanimidade, arquivar, por insuficiência de provas, um processo no qual o promotor de Justiça Cândido Honório era acusado de envolvimento em um esquema de venda de alvarás de soltura e de participar da trama para matar o ex-procurador-geral de Justiça Mauro Campbell, hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão, publicada na edição de sexta-feira do Diário Oficial da União, foi tomada durante sessão plenária do CNMP no dia 18 deste mês. O relator do processo, conselheiro Mário Luiz Bonsaglia afirma, em seu voto, que a única prova contra o Candido Honório era o depoimento de Martini Martiniano, suposto pistoleiro. Ele foi morto em 2009 no presídio Antônio Amaro Alves, em Rio Branco, depois de denunciar o suposto esquema contra o promotor.

“Em nenhuma passagem da investigação realizada para se apurar a tentativa de homicídio do então procurador-geral de Justiça do Estado do Amazonas levantou-se o nome do promotor de Justiça requerido, não obstante tenha-se logrado destrinchar em detalhe o funcionamento da quadrilha, apontando-se o envolvimento de diversas pessoas nas condições de mandante, intermediários e executores”, diz um trecho da decisão do CNMP a respeito da acusação de que o promotor teria participado da trama para assassinar Mauro Campbell.

Em janeiro de 2011, o Colégio de Procuradores de Justiça do Estado do Amazonas autorizou a propositura de ação civil para a perda do cargo do promotor Cândido Honório. “No entanto, é de se sublinhar que a referida ação tem por objeto condutas do promotor de justiça que não guardam relação com o presente feito”, explica o relator do processo no CNMP.

O relator informa, em seu voto, que o procedimento disciplinar contra Cândido Honório foi instaurado com base em notícias jornalísticas de entrevista concedida pelo presidiário Martini Martiniano. “Na mesma época, o noticiante foi ouvido pelo Ministério Público do Estado do Acre – eis que ele se encontrava detido naquele Estado – a respeito das denúncias que fizera”, afirma o conselheiro. O depoimento de Martiniano foi gravado em áudio e vídeo.

Ao citar o procedimento criminal que investigou a trama contra Campbell, o conselheiro do CNMP diz que “em depoimento algum, e muito menos nas provas decorrentes das interceptações telefônicas é cogitada a interferência do promotor de Justiça Cândido Honório Ferreira Filho, cujo nome nem chega a ser mencionado em tais elementos probatórios”.

A trama envolvendo Mauro Campbell e Cândido Honório aconteceu em 2007, durante a disputa eleitoral para procurador geral do MP-AM.

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