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Promotora solicita informações de hospital de Jutaí (AM) sobre gêmeos com máscaras de PET

A promotora de Justiça Sarah Leão instaurou um Inquérito Civil, no último dia 3, para apurar as circunstâncias de falecimento da recém-nascida na Unidade Hospitalar de Jutaí (a 751 quilômetros de Manaus), submetida a cuidados neonatais por meio de uma máscara de venturi improvisada com garrafa PET 13/02/2016 às 11:32
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O casal de gêmeos prematuros tiveram que usar máscara de oxigênio feita de garrafa PET
SILANE SOUZA Manaus (AM)

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM) informou que a promotora de justiça Sarah Leão, que instaurou um Inquérito Civil para apurar as circunstâncias de falecimento da recém-nascida na Unidade Hospitalar de Jutaí (a 751 quilômetros de Manaus), submetida a cuidados neonatais por meio de uma máscara de venturi improvisada com garrafa PET, solicitou informações da direção do hospital incluindo documentação sobre o caso.

De acordo com o MP/AM, a promotora também deve ouvir servidores que trabalham na unidade de saúde e familiares da vítima, que se encontram na capital. Conforme o órgão, o Inquérito Civil foi instaurado no último dia 3, pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jutaí, e visa apurar as possíveis causas da morte do bebê e a suposta falta de equipamentos e material hospitalar na unidade de saúde onde a criança juntamente com o irmão gêmeo foi atendida.

Gabriele e o irmão Gabriel nasceram prematuros e com problemas respiratórios na madrugada do dia 28 de janeiro. Para estabilizar o quadro dos gêmeos, o clínico geral da Unidade Hospitalar de Jutaí Alailson Ferreira improvisou uma máscaras de venturi com garrafa PET, uma vez que o equipamento disponível no hospital não se ajustava ao rosto dos bebês. O menino reagiu bem ao procedimento, mas a menina faleceu 10 horas após o nascimento.

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que ainda não foi notificada sobre o Inquérito Civil. Porém, destacou que o órgão prestará todas as informações necessárias, no prazo que for estipulado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas.

Quadro

Ontem, a Susam informou que o recém-nascido transferido da Unidade Hospitalar de Jutaí, no último dia 1, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga, Zona Leste. De acordo com os médicos, o quadro dele é mais estável, mas ainda é considerado grave e inspira cuidados devido à prematuridade e muito baixo peso.

Conforme informações do boletim médico emitido pela unidade de saúde, onde o bebê encontra-se internado há 13 dias, a criança permanece em oxigênio circulante na incubadora. Saiu da nutrição parenteral (administração de nutrientes através da via endovenosa), com dieta plena com leite da própria mãe.

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O resultado da inspeção realizada pelos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde na Unidade Hospitalar de Jutaí apontou que as máscaras de venturi - de tamanho padrão - estavam disponíveis na unidade, mas não se adequaram aos rostos pequenos dos bebês, que nasceram em “situação de prematuridade extrema”

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