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Proposta feita pela presidente Dilma frustra Omar Aziz

Governadores e prefeitos de capitais se reuniram com a presidente, para propor um pacto para atender às demandas reivindicadas nas manifestações que acontecem no País 26/06/2013 às 08:25
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O governador Omar Aziz (à direita) e o secretário estadual de Cultura, Róberio Braga, inspecionam o bumbódromo
Lúcio Pinheiro ---

O governador Omar Aziz (PSD), afirmou nesta terça-feira (25), que esperava mais da presidente Dilma Roussef (PT), que, na terça-feira, reuniu com governadores e prefeitos de capitais no Palácio do Planalto para propor um pacto para atender às demandas reivindicadas nas manifestações que acontecem no País.

“Os cinco pactos que ela defende eu também defendo, claro. Mas esperávamos decisões imediatas ontem (segunda-feira). Em relação ao transporte coletivo, à mobilidade urbana, não dá mais para esperar. Se não tiver um projeto a médio e longo prazo para resolver o problema não vamos resolver”, disse Omar Aziz, durante visita às obras do Bumbódromo de Parintins.

Para o governador do Amazonas, o Governo Federal não tratou os investimentos em mobilidade urbana como prioridade. “Eu disse: presidente, nós estamos há três anos com o projeto do monotrilho na Caixa Econômica e a Caixa, até hoje, não assinou o contrato com o Estado. Como eu posso fazer uma obra se a Caixa Econômica não libera os recursos”, criticou Omar Aziz.

Dois dos pactos propostos pela presidente Dilma para governadores e prefeitos foi a de convocação de um plebiscito para formação de uma constituinte específica para a reforma política e uma nova legislação que torne a corrupção dolosa em crime hediondo.

Omar Aziz disse não acreditar que o plebiscito vá para frente. Para o governador, cabe ao legislativo cuidar do assunto. “Acho difícil acontecer (o plebiscito), porque isso seria do (assunto) do legislativo. E ontem (segunda-feira) já houve realmente muitas posições”, comentou o governador.

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), também criticou a proposta do plebiscito. “Hoje, sou prefeito, mas fui parlamentar por muito tempo e não gostaria que o Executivo propusesse um plebiscito sobre reforma política sem consultar o Legislativo. A proposta poderá causar um mal-estar no Congresso Nacional”, disse Artur Neto.

O governador que não quis falar com a imprensa na segunda-feira, após a reunião com a presidente Dilma, defendeu nesta terça-feira que não precisa de pacto para combater a corrupção. “Tem certos pactos que você não tem que fazer, tem que ser princípios. Pacto para combater a corrupção? Não. Combater a corrupção é obrigação nossa. Princípio de qualquer cidadão, em qualquer atividade, político ou não”, disse Omar Aziz.

Redução da tarifa de ônibus é avaliada

O governador Omar Aziz disse nesta terça-feira que a resposta mais imediata que o Governo do Estado pode dá às reivindicações das ruas é a redução da tarifa da passagem de ônibus em Manaus. “Acho que com um esforço grande temos condições de reduzir um pouco mais”, disse o governador.

Omar disse que se reuniria ainda nesta terça-feira ou nesta quarta-feira com o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), para tratar da redução da tarifa de ônibus. Mas para o governador, o transporte público não é a grande pauta que tem levado milhares de pessoas para as manifestações nas ruas de todo o Brasil. “Não é essa a questão de fundo. Se fosse tinha resolvido em São Paulo, no Rio de Janeiro”, comentou Omar Aziz. O governador não disse qual é a questão de fundo.

Na segunda-feira, o prefeito Artur Neto disse que se reuniria com Omar para estudar a possibilidade de fazer mais desonerações de impostos na tarifa de transporte em Manaus. Hoje, a prefeitura abre mão de parte do Imposto sobre Serviços (ISS) e o Estado zerou a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Até quinta-feira, representantes do Movimento Passe Livre de Manaus (MPL-Manaus) reivindicavam uma posição do prefeito Artur Neto sobre a redução do valor da tarifa de ônibus.

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