Sábado, 20 de Julho de 2019
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Protesto pede atenção do poder público para transporte alternativo

Manifestantes do 'Massa Crítica' querem a valorização dos meios de transporte alternativos, como a bicicleta, no Plano de Mobilidade Urbana da cidade.



1.jpg Massa Crítica quer mais ciclovias em Manaus para dar segurança aos ciclistas que utilizam bicicletas como meio de transporte
26/07/2013 às 21:47

Membros do grupo Massa Crítica realizaram uma manifestação política de protesto para pressionar a administração municipal para a inclusão de transportes alternativos no Plano de Mobilidade Urbana da cidade de Manaus, na noite desta sexta-feira (26).

Eles saíram em comboio de bicicletas da Praça Domingos Russo, na Avenida Djalma Batista até a Câmara Municipal de Manaus, bairro Santo Antônio, na Zona Oeste, onde estão acampados membros do Movimento Passe Livre (MPL).

De acordo com Márcia Cabral, o Plano de Mobilidade Urbana da cidade está priorizando apenas veículos automotivos, como o alargamento de vias e a criação novas ruas, em detrimento à utilização de bicicletas. “As bicicletas não são apenas para o lazer, muitas pessoas a utilizam como meio de transporte diário e isso não está sendo levado em consideração. Pedalar não é apenas sinônimo de lazer. Uma pessoa andando diariamente de bicicleta de casa para o trabalho significa um carro a menos na rua”, comentou.

Nem mesmo o projeto de reestruturação da Avenida Djalma Batista, anunciado pela prefeitura como a maior revitalização de uma via pública da cidade ficou fora das críticas pela ausência de ciclovias.

“Eles não levaram em consideração as bicicletas porque, como nos falaram, a velocidade e o volume do fluxo de carros de veículos não suportaria as bicicletas. Eu acredito que não, pois pedalo diversas vezes por aqui e conheço muitas pessoas que fazem o mesmo. É preciso repensar este conceito de que carros são os donos das ruas”, completou Márcia.

Para Alberto Peixoto, o Plano de Mobilidade Urbana não deve se focar apenas no alargamento de vias. “Estão alargando as vias, para mais carros sem pensar na questão da mobilidade alternativa. O próprio Manaustrans nos falou que são 3 mil carros a mais na cidade por mês. Eles alegam que não existe demanda, mas como vai haver demanda maior se não há segurança? É uma questão lógica que o poder público ainda não conseguiu enxergar”, finalizou.

Protestos como este devem se tornar comum na cidade todas as últimas sextas-feiras do mês em Manaus, como acontece em todos os grandes centros urbanos do mundo onde o Movimento Massa crítica existe, garantiram os membros do grupo.

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