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Protesto pró-Dilma e da Maçonaria dividem a cena no Centro na tarde desta sexta-feira

Os dois grupos até se encontraram, houve atritos, mas não chegou a haver briga 13/03/2015 às 18:38
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Manifestação no Centro de Manaus na tarde desta sexta-feira (13)
LUCIANO FALBO E JANAÍNA ANDRADE Manaus (AM)

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Manifestantes que realizaram um protesto em contraponto ao ato do próximo domingo (15) pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foram surpreendidos por outro protesto  feito por maçons e por alguns minutos dividiram o mesmo espaço no Centro na tarde desta sexta-feira (13).

Apesar de provocações de ambas as partes, não houve briga. Eles se encontraram na avenida Sete de Setembro, em frente à Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia). Enquanto os manifestantes ligados aos partidos PT e PCdoB, a centrais sindicais e movimentos sociais seguiram para a avenida Eduardo Ribeiro, os integrantes da Maçonaria seguiram para o lado oposto em direção ao Parque Jéferson Péres, na avenida Sete de Setembro.

Os maçons estavam vestidos de terno e gravata e empunhados faixas e bandeiras do Brasil protestavam contra a corrupção.

Ato das centrais e movimentos sociais

Os manifestantes continuaram o protesto mesmo com a chuva que caiu no começo da mobilização. As grades que foram colocadas no entorno da praça na noite desta quinta-feira (12) foram retiradas e colocadas apenas ao redor do Museu da PM.

Presente no ato, o ex-presidente estadual do PT  João Pedro  disse que "a elite branca quer criar uma ditadura,  mas precisa saber que nesse país existem homens e mulheres que defendem a democracia". 

O presidente estadual do PCdoB, Eron Bezerra, por sua vez, afirmou  que "a direita não vai fazer o que quiser com o País.  "E vamos usar a lei do 'olho por olho,  dente por dente',  pois não compactuamos com a corrupção e lugar de corrupto é a cadeia.  Agora, a Petrobras não pode ser confundida com esses ladrões. A Petrobras emprega milhares e milhares de pessoas honestas. O que a elite branca quer é privatizar a Petrobras e entregá-la aos americanos", disse.

O protesto foi pautado na reforma política, na defesa da democracia e da Petrobras, e na necessidade punição para os culpados da Operação Lava-Jato. Além de representantes do PT e do PCdoB, participam da manifestação representantes da CUT, UJS, UBM, UNE, Ubes, Umes, Unegro, Conam e Sinteam.

Números oficiais

Segundo o major da PM Márcio Lima, compareceram aos dois protestos cerca de mil pessoas. Quinhentas em cada um deles. 

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