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Protesto pró-Dilma reúne 1,5 mil manifestantes no Centro de Manaus, segundo a Polícia Militar

Organizadores estimam público de cinco mil pessoas. Principal pauta da manifestação é a permanência da presidente Dilma Rousseff no governo 20/08/2015 às 19:33
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Manifestantes se concentraram no Largo São Sebastião
alexandre pequeno Manaus (AM)

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Cerca de 1,5 mil manifestantes, segundo estimativa da Polícia Militar, concentraram-se no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus na tarde desta quinta-feira (20) durante manifestação pró-Dilma, condenando a saída da governante da Presidência da República. Manifestações com a mesma pauta ocorreram em outras cidades do País.

Com gritos fervorosos de “Não vai ter golpe!”, a manifestação reuniu entidades ligadas à partidos políticos, movimentos sociais, estudantis e sindicatos. O movimento é uma resposta ao protestos realizados na capital e em todo o País no último domingo, que pediram o Impeachment de Dilma Rousseff (PT).

O manifestante Matheus Conceição, líder da União Juventude Socialista do Amazonas, estava presente no local e reforçou as principais bandeiras levantadas no protesto: a pemanência da presidente Dilma, e a condenação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Na verdade, esse ato hoje é um ato de defesa pela democracia, pois entendemos que a democracia é como uma criança que está na fase de engatinhar, e algumas pessoas defendem um golpe. A retirada da presidente Dilma que foi eleita democraticamente pela população brasileira por mais de 51% dos votos seria um duro golpe contra a democracia. Não tem provas contundentes para o impeachment”, disse o manifestante.

Ele contou com o apoio de alunos de várias escolas, apoiando o protesto. Mobilizados, os alunos produziram diversas faixas e cartazes durante a concentração. Indagado sobre as polêmicas em torno de Eduardo Cunha, que foi denunciado ontem pelo MPF, ele cobrou a saída do presidente da Câmara.

"Nós queremos que ele seja retirado, assim como os outros que estão presos pela Operação Lava Jato. Se o delator da operação disse que ele recebeu recursos, por que o juiz Sérgio Moro não decretou a sua prisão? Esperamos que, assim que ele seja denunciado, renuncie o cargo de presidente da Câmara dos Deputados", afirmou.

O vereador Waldemir José (PT) informou que defende a democracia e condena os pedidos de Impeachment contra a presidente. “A idéia é que a gente demonstre nós apoiamos a democracia, houve uma eleição em outubro passado e nós defendemos o processo democrático. Em defesa da democracia contra o golpe. Esse movimento do impeachment começou no dia primeiro de janeiro, nem havia eleito empossado já queria Impechment", afirma.

O Coordenador Geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Carneiro, defendeu a democracia, condenando um "golpe militar", como defendem alguns dos manifestantes que estiveram no ato de domingo.

“Vivemos num país democrático, onde, com muita luta, conquistamos a democracia, o direito de voto. Entendemos que não é possível um golpe de estado no nosso País. Há menos de um ano, elegeram a presidente da República, e estamos aqui protestando contra o golpe. Já vivemos uma ditadura no passado e sabemos que é uma ditadura militar, então estamos fazendo um ato em defesa da democracia”, defendeu.

Esteve presente no protesto também, Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM). Ele defendeu a proteção dos direitos aos trabalhadores.

“Pedimos aos deputados federais e senadores que não mexam nos direitos dos trabalhadores, independente de partido político, nós defendemos os trabalhadores da construção civil”, disse.

Cícero afirmou que o sindicato é apartidário, ou seja, não defende nenhum partido político. “Minha categoria veio aqui hoje, não pra apoiar partido político, viemos apoiar a democracia e os trabalhadores. Também somos contra o impeachment contra a presidente e o golpe militar, pois sabemos que se isso fosse aprovado, os trabalhadores seriam os mais prejudicados”, complementou o presidente.

A caminhada seguiu pela Rua 10 de julho, descendo pela Avenida Getúlio Vargas, em seguida pela Avenida Sete de Setembro, finalizando na Avenida Eduardo Ribeiro, ambas no Centro de Manaus.

Apesar da estimativa de público feita pela polícia, a organização dos manifestantes informou que estavam presentes no local cerca de 5 mil pessoas. Confira outras fotos aqui.

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