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Provas de crimes: objetos variados estão no depósito do TJ-AM

Até mesmo comida, louça sanitária e instrumentos musicais são guardados no órgão e são provas de processos que tramitam no Tribunal de Justiça do Amazonas   02/11/2013 às 19:47
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Instrumentos variados fazem parte do depósito do TJ-AM, entre eles um acordeom
Steffanie Schmidt Manaus (AM)

A sala que abriga um conjunto de louça sanitária (vaso e pia), um acordeon, um teclado musical e um violão quebrado é a mesma onde vários televisores, notebooks, capacetes de motocicleta e até mesmo um transformador de energia elétrica estão armazenados. Pode parecer improvável, mas todos eles são provas de processos que tramitam no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

A todo instante chegam novos objetos na sala que fica no subsolo do prédio do Fórum Henoch Reis. No momento em que a reportagem visitava o local, um pedaço de tijolo quebrado acabava de “dar entrada” no depósito, que é de responsabilidade de Sidney Level, diretor da divisão de depósito público.

“Biscoito, macarrão e produtos alimentícios que normalmente são fruto de roubo ou furto, também já passaram por aqui”, explica Level. Neste caso, a urgência em “dar um fim” é maior, haja vista o prazo de validade dos produtos. Os biscoitos, por exemplo, foram doados recentemente para o educandário Gustavo Capanema, na Colônia Oliveira Machado, Zona Leste.

Para isso, Level explica que os produtos são catalogados e que há um software de controle, que avisa sobre a validade do objeto de apreensão. “Foi um longo processo de organização, e que ainda está em andamento, para poder conseguirmos atuar dessa maneira, fazendo doações”.

Nos casos de alimentos que estejam dentro do prazo de validade os juízes autorizam a doação a instituições de caridade, mesmo que o processo não esteja transitado em julgado. “A gente sempre procura o magistrado para saber se há a possibilidade de liberação”, explicou Level.

A última doação registrada, ocorreu no dia 27 de outubro e resultou na entrega de 150 capacetes a Câmara Municipal de Uarini (a 564 quilômetros de Manaus), já que a maioria dos motociclistas da cidade não possuem o item. Eles serão identificados e cadastrados por meio de blitze. Neste caso, os capacetes também têm prazo de validade.

Uma exceção do genêro alimentício são as várias embalagens de leite que tiveram a data de fabricação adulterada. “Neste caso não podemos doar”, explica o diretor. No caso de armas apreendidas, todas são enviadas ao Exército para inutilização e posterior destruição.

 

Leia a íntegra deste conteúdo na edição impressa do jornal A Crítica

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