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Cotidiano
CERTAME

Concurso da DPE pode ser reaplicado em Tabatinga após denúncia de erro no horário

Candidatos relataram não terem sido informados que as provas começariam no horário de Manaus 07/02/2018 às 09:31 - Atualizado em 07/02/2018 às 10:30
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Este é o primeiro concurso para servidores do quadro suplementar realizado pela DPE-AM (Foto: Divulgação)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

As provas do concurso público da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), aplicadas nesse domingo (4) na capital e em cinco municípios do interior, podem ser reaplicadas para candidatos do município de Tabatinga, distante a 1.108 quilômetros de Manaus. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (7) pelo defensor público geral, Rafael Barbosa.

A medida aconteceria, segundo Rafael Barbosa, após candidatos reclamarem ao Ministério Público do Amazonas (MPE) sobre um erro no horário da aplicação das provas no município. Segundo o defensor público geral, candidatos relataram não terem sido informados pelos organizadores do certame – a Fundação Carlos Chagas (FCC) – que as provas começariam às 8h no horário de Manaus, ou seja, 7h no fuso horário de Tabatinga. Devido à divergência, vários deles perderam as provas por terem chegado atrasados, às 8h pelo horário de Tabatinga, isto é, uma hora após o início do concurso.

"Alguns candidatos vieram me procurar no Facebook para saber quais órgãos que podiam receber as reclamações sobre o concurso. Eu informei a Fundação Carlos Chagas (FCC) e o MPE podiam receber estas informações. Depois o promotor entrou em contato conosco para perguntar o que tinha acontecido no município de Tabatinga", relatou o defensor público geral Rafael Barbosa.

Segundo o defensor público geral, a partir das reclamações dos participantes do concurso de Tabatinga a própria Defensoria Pública do Estado encaminhou a demanda para a Fundação Carlos Chagas (FCC), responsável por organizar o certame público. Este é o primeiro concurso para servidores do quadro suplementar realizado pela DPE-AM

"A Fundação nos explicou que entendeu por meio de um decreto que não existia divergência no horário do Amazonas. Determinou que a prova fosse aplicada a partir das 8h no horário de Manaus. Mas alguns candidatos relataram que em Tabatinga existe fuso horário e as provas deviam ser aplicadas às 7h. Alguns candidatos chegaram no local de prova, mas os portões já estavam fechados", explicou.

O defensor público geral Rafael Barbosa destacou que o problema aos candidatos de Tabatinga não altera os resultados do concurso na capital e nos outros municípios. "O único local que teve esse problema foi Tabatinga. Como as vagas são específicas para cada município e com cargos distintos, não altera em nada o resultado geral na capital e nas outras cidades", destacou Rafael.

Agora, a DPE-AM aguarda um resposta da Fundação Carlos Chagas para dar aos candidatos do município um reposta no prazo de uma semana e cinco dias. "O que a Defensoria vai fazer é atuar para que ninguém seja prejudicado. No município de Tabatinga, não temos como saber as pessoas que perderam a prova pelo fuso horário, porque em todo concurso é normal um número elevado de abstenção. Mas o prazo para respondermos isso é de uma semana e meia. Estamos esperando o retorno da FCC, pois eles estão fazendo uma apropiciação. Depois vamos nos posicionar", completou o representante da DPE.

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