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PSB e PPS reconsideram punição a votantes de Wilker Barreto para presidência da CMM

Até esta quinta-feira (18), nenhum dos dois partidos tinha tomado medidas concretas aos parlamentares que desobedeceram as ordens das siglas 18/12/2014 às 21:17
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Os vereadores Elias Emanuel (esq.), Professora Jaqueline Samuel (centro), e Professor Samuel (dir.) foram ameaçados de punição por seus partidos
Janaína Andrade Manaus (AM)

Passado o calor da eleição na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nem o PPS e nem o PSB, até esta quinta-feira (18), tomaram decisões concretas contra os parlamentares que desobedeceram as ordens das siglas de não votar no candidato apontado pelo prefeito Artur Neto (PSDB) para a presidência da Casa - Wilker Barreto (PHS), que se elegeu com 35 votos, o que representa 85% dos membros da Casa.  

O PPS havia ameaçado os vereadores Professor Samuel e Professora Jacqueline de expulsão. O PSB também havia dado sinais claros de que pediria o mandato do vereador Elias Emanuel, caso ele não seguisse as orientações do partido.

O presidente estadual do PSB e líder da bancada na CMM, vereador Marcelo Serafim, disse ontem que a executiva municipal iria se reunir à noite para decidir o futuro do vereador Elias Emanuel. “Hoje será feita uma reunião com o diretório municipal do partido, em que serão obedecidos todos os trâmites legais e o vereador Elias será notificado para que faça a sua defesa e ao final será decidido se ele vai ser advertido ou se ele vai ter uma punição mais severa, como a expulsão”, contou Serafim.

De acordo com o presidente do PSB,  Elias Emanuel chegou a ser advertido na segunda-feira, através de uma resolução protocolada junto a Mesa Diretora da CMM e no gabinete do parlamentar. “Se for decidido pela expulsão, a própria resolução já dizia que nós solicitaríamos da Justiça Eleitoral o mandado dele para o partido. Ele (Elias Emanuel) está inteiramente consciente do caminho que ele tomou”, disse o líder do PSB.

“Na segunda-feira, quando eu o comuniquei da decisão, ele me disse que não acreditava que o partido iria pedir o mandato dele e eu disse a ele como homem que era, olhando nos olhos dele que deveria informá-lo, que sim, nós iríamos pedir judicialmente o mandato dele por infidelidade partidária”, relatou Serafim.

Mesmo tendo lançado candidatura à presidência da CMM, Marcelo Serafim não recebeu  o voto do colega de partido, Elias Emanuel, que acompanhou Wilker Barreto. Elias agora é o líder do prefeito na Casa, posição esta que antes era ocupada por Wilker Barreto.

“Eu tenho uma história no PSB de quase dez anos de luta. Eu sou do PSB. Vou esperar os passos que o partido pretende tomar e depois eu não abrirei mão do meu direito amplo de defesa. Isso sem nenhum revanchismo e sim com toda clareza que o PSB sempre me ensinou a ter. Canja e cautela não faz mal a ninguém”, rebateu Elias.

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