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Cotidiano
Política

PSC prepara representação contra deputado Jean Wyllys por cuspir em Bolsonaro

Wyllys cuspiu no deputado Jair Bolsonaro durante a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma. PSC encaminhará documento ao Conselho de Ética 19/04/2016 às 14:22 - Atualizado em 19/04/2016 às 14:26
Show wyllyssss
O parlamentar deu cuspida após Bolsonaro citar torturador da ditadura durante voto no processo do impeachment
Carolina Gonçalves (Agência Brasil) Brasília

O PSC Nacional encaminhará até a próxima semana ao Conselho de Ética da Câmara representação contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) que, na votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, cuspiu na cara do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Assessores do partido explicaram que, com o feriado, muitos parlamentares já não estão em Brasília, mas que o documento está sendo elaborado.

A expectativa não é pela cassação do mandato de Wyllys, mas o PSC espera “alguma reprimenda” por considerar que o parlamentar não teve “comportamento adequado” no plenário da Casa. “Qualquer ato de violência precisa ser reprimido, esta é a convicção do partido. Que isto seja uma medida didática e lúdica”, completou um dos assessores da legenda.

Wyllys disse ter sido insultado por Bolsonaro que, segundo ele, ainda tentou agarrar seu braço. Acrescentou que não tem medo de processo por quebra de decoro parlamentar e que cuspiria no colega novamente.

Brilhante Ustra

Perguntados pela Agência Brasil sobre a homenagem prestada por Bolsonaro, durante o voto a favor do impeachment, ao coronel Brilhante Ustra, funcionários do PSC explicaram que a legenda é democrática e “costuma conceder aos deputados muita liberdade de expressão, mas não necessariamente endossa as opiniões”.

Desde a votação, o partido não se reuniu para discutir a declaração de Bolsonaro exaltando o ex-chefe-comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974, acusado de torturar diversas pessoas, incluindo a presidenta Dilma Rousseff. Em maio de 2013, na Comissão Nacional da Verdade, Ustra negou que tivesse cometido qualquer crime durante seu período no comando do DOI-Codi.

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