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Cotidiano, Política, PSC, Câmara dos Deputados, CDH, Marco Feliciano, Henrique Eduardo Alves, André Moura, Homofobia, Racismo

PSC se reúne para definir se mantém Pastor Feliciano à frente da CDH da Câmara

O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE). afirmou que respeitará a posição da maioria da legenda na Casa, mas, segundo ele, caso a bancada decida por uma troca de deputados no cargo, Feliciano terá de ser convencido a deixar a presidência da comissão 26/03/2013 às 12:06
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Antes de assumir a presidência da CDH, Marco Feliciano fez declarações homofóbicas e racistas nas redes sociais
Agência Câmara Notícias Brasília

A bancada do PSC deverá se reunir nesta terça-feira (26) às 14h (horário de Brasília) para definir se mantém o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos. A informação é do líder do PSC, deputado André Moura (SE).

Moura afirmou que respeitará a posição da maioria da legenda na Câmara. Mas, segundo ele, caso a bancada decida por uma troca de deputados no cargo, os integrantes do partido ainda terão de convencer Feliciano a deixar a presidência da comissão.

"Nesse caso, será preciso ainda ter o convencimento do Pastor Marco, até porque ele já foi eleito e só ele pode renunciar ao cargo", disse.

A eleição de Feliciano, realizada no último dia 7 deste mês, foi marcada por polêmica.

O deputado é acusado de ter feito declarações racistas e homofóbicas. Ele nega as acusações. Até hoje, ainda acontecem manifestações contra sua permanência na presidência do colegiado.

A última aconteceu nessa segunda-feira (25), à noite no Rio de Janeiro e contou com a presença de diversos artistas, entre eles Caetano Veloso e o ator Wagner Moura.

Independentemente da decisão da bancada do PSC nesta terça-feira, André Moura já adiantou que não deverá indicar Feliciano para outro cargo na Câmara, "todas as posições já estão definidas e os membros de outros colegiados já estão exercendo suas funções".

“Impasse”
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, prometeu na última quinta-feira (21) resolver até esta terça-feira o que ele chamou do impasse relativo à permanência de Pastor Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos.

“Posso assegurar que esta casa vai tomar uma decisão a curtíssimo prazo porque a Comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar neste impasse. Agora, passou a ser também responsabilidade do presidente da Câmara dos Deputados”, disse.

Segundo ele, a permanência de Feliciano como presidente criou um clima de radicalização inaceitável. “Esta Casa tem de primar pelo equilíbrio, pela serenidade, pela objetividade, pelo trabalho parlamentar. E do jeito que está tornou-se insustentável", afirmou.

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