Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Quadrilha que emitia e vendia documentos de barcos na Marinha agia desde 2001, em Manaus

No total, 19 pessoas foram presas, sendo oito militares. Golpe era praticado há 14 anos por despachantes, militares, empresários e donos de barcos



1.jpg Operação “Inocentes” ocorreu no Amazonas, Pará e Rio de Janeiro
12/05/2015 às 15:03

Dezenove pessoas, sendo oito militares, foram presas pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (12), em Manaus, Itacoatiara e Rio de Janeiro, durante uma operação para desmantelar uma quadrilha que falsificava e vendia Cadernetas de Inscrição e Registro (CIR) dentro da Marinha do Brasil. O CIR é o documento de habilitação, identificação e registro de embarcações.

Foram 17 presos em Manaus, um na cidade do Rio de Janeiro e um em Itacoatiara. Segundo o superintendente da PF, Marcelo Resende, o esquema funcionava dentro da Marinha desde 2001, e mais de 80 CIRs teriam sido emitidas e vendidas irregularmente, nesses 14 anos, pelos integrantes da quadrilha, formada por despachantes, militares, empresários e donos de barcos. 

Na operação, chamada “Inocentes”, agentes da PF cumpriram em três estados (Amazonas, Pará e Rio de Janeiro) 24 mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e 12 conduções coercitivas. No RJ, o mandado foi cumprido, já no Pará o suspeito do crime não foi encontrado. Os crimes cometidos são tráfico de influência, corrupção e falsificação de documentos.

O superintendente da PF, Resende, não soube informar o valor cobrado pelo bando para emissão e venda de falsos CIR e nem qual o prejuízo para os cofres públicos, porém, a PF já conseguiu sequestrar R$ 2,4 milhões de bens e valores dos suspeitos. Segundo Resende, desde 2001, mais de 60 inquéritos foram abertos para investigar as suspeitas de crime e outras pessoas foram indiciadas.


As investigações iniciaram há sete meses a partir de denúncias e documentos elaborados pela Marinha do Brasil, os quais encaminhavam diversas CIR falsificadas, apreendidas durante fiscalizações de rotina realizadas nos rios da Amazônia. Até agora, oito embarcações, a maioria de motores de recreio, tiveram a documentação retida e estão proibidas de navegar.

Os presos prestarão depoimento na sede da Superintedência da PF e, depois, os civis serão levado para cadeias públicas e oito militares para a sede da Marinha do Brasil. Segundo a assessoria de imprensa da PF, o nome da operação faz alusão à rua dos Inocentes, endereço onde boa parte dos escritórios dos despachantes se localizava, bem próximo à Capitania dos Portos em Manaus.

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