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Quadrilha usava estrutura de delegacia para aplicar golpes, na Zona Leste de Manaus

Setes pessoas foram presas pelo crime de estelionato. Elas faziam parte do Conselho Comunitário de Segurança Pública e usavam a estrutura da 28º Cicom para praticar os crimes  26/05/2015 às 21:27
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Quadrilha agia tanto nas dependências da 28ª Cicom quanto no interior do Amazonas, com documentos falsificados da Polícia Civil
Édria Caroline Manaus (AM)

Após 20 dias de investigações, sete pessoas foram presas pelo crime de estelionato dentro da delegacia. João Barreto dos Santos, 42, o técnico em eletrônica Ataíde Alves da Silva, 47, a universitária Elizângela Ribeiro Gonçalves, 31, Francilene de Almeida Siqueira, 43, João Nogueira Ferreira, 43, Maria do Socorro Macena Araújo, 54 e Núbia Neris Rodrigues, 34, faziam parte do Conselho Interativo Comunitário de Segurança Pública (CICSP-AM)  que funcionava nas dependências da 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste.

De acordo com informações da polícia, o CICSP teria sido aprovado em março do ano passado, mas ainda não havia sido homologado, portanto, nem deveria estar funcionando.

De acordo com informações da delegada titular do 28º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Tatiana Feijó, a quadrilha cobrava uma quantia de R$ 10 e mais um quilo de alimento não-perecível para cadastrar pessoas no benefício “Soldado da Borracha”, que beneficiava ex-seringueiros, viúvas e parentes que foram recrutados durante a 2ª Guerra Mundial para retirar látex da floresta amazônica, com a garantia de que em 90 dias essas pessoas cadastradas receberiam uma carta que lhe dariam o direito a retirar o benefício uma quantia de R$ 25 mil.

“Além do cadastro neste benefício, eles cobravam cadastros em programas como o ‘Minha Casa, Minha Vida’, ‘Menor Aprendiz’ e agendamentos no Detran”, contou a delegada.

Ainda de acordo com  a delegada Tatiana Feijó, só na manhã da última segunda-feira eles já haviam distribuído 200 senhas para os diversos tipos de atendimento e aproximadamente 130 pessoas haviam sido atendidas. Os valores pagos por cada serviço variavam de R$ 5 a R$ 15. Com a quadrilha foram apreendidos R$ 2.668  em espécie e 362kg de alimentos. Pelo menos 15 vítimas foram à delegacia confirmar a prática do crime.

As sete pessoas envolvidas responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e concussão. O bando foi encaminhado para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.

Saiba mais: atuação no interior

De acordo com informações do delegado titular da 3ª Seccional Leste, Pablo Geovanni, além dos golpes aplicados dentro da 28ª Cicom, a quadrilha também agia no interior do Estado, usando documentação falsa  da Polícia Civil e o nome da delegada titular do 28º DIP, Tatiana Feijó, para conseguir dinheiro.

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