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Cotidiano
Menção Honrosa

Profissionais que contribuíram com pós-gradução do Inpa são homenageados

Menção Honrosa Warwick Estevam Kerr será concedida aos pesquisadores Luiz Antonio de Oliveira, Philip Fearnside e à professora Maria Olivia Ribeiro Simão 27/07/2016 às 08:48 - Atualizado em 27/07/2016 às 15:46
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Silane Souza Manaus (AM)

Em reconhecimento aos serviços relevantes que prestaram para o desenvolvimento da ciência, avanço da docência e da pesquisa científica e tecnológica no âmbito da pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), os pesquisadores Luiz Antonio de Oliveira, Philip Fearnside e a professora Maria Olivia Ribeiro Simão receberão nesta quarta-feira (27) a Menção Honrosa Warwick Estevam Kerr. A solenidade acontece às 19h30, no auditório da Ciência, bairro Petrópolis, Zona Sul, e faz parte da programação de aniversário de 62 anos de instalação da instituição.  

A coordenadora de Capacitação do Inpa, Beatriz Ronchi Teles, destaca que a Menção Honrosa Warwick é concedida desde 2008. De distinção bianualmente ela é outorgada pela direção do instituto a três profissionais indicados pela congregação de Capacitação Institucional e pelo Conselho Diretor da unidade de pesquisa. “É uma importante homenagem aos brasileiros e estrangeiros que se destacaram na atuação ou contribuição aos programas de Pós-Graduação do Inpa. Os dois pesquisadores homenageados este ano são professores do instituto e a professora foi egressa”.

Pesquisador do Inpa desde 1977, Luiz Antonio de Oliveira participou das comissões que criaram o programa multi-institucional de pós-graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) e a Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte), Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia, do qual é docente e vice-coordenador. Atua de forma multidisciplinar na pesquisa regional, notadamente na área de agronomia com ênfase em microbiologia e bioquímica do solo e nutrição de plantas.

Philip Fearnside é estudioso de problemas ambientais na Amazônia brasileira desde 1974. Realiza pesquisas ecológicas, incluindo a estimativa de capacidade de suporte de agroecossistemas tropicais para populações humanas e estudos sobre impactos e perspectivas de diferentes modos de desenvolvimento na Amazônia. Também realiza estudos sobre as mudanças ambientais decorrentes do desmatamento da região. Desde 1992 vem promovendo a valoração dos serviços ambientais da floresta amazônica como forma de desenvolvimento sustentável para as populações rurais na região.

A professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Maria Olivia Ribeiro Simão, foi diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no período de 2011 a 2015, desenvolvendo um trabalho de incentivo a pesquisas relacionadas ao desenvolvimento das vocações e potencialidades da região amazônica. Atuou também como secretária executiva adjunta de Políticas de Programas de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Secti).

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O engenheiro agrônomo, geneticista e biólogo Warwick Kerr, que empresta seu nome à menção honrosa do Inpa, é considerado o maior especialista em genética de abelhas do mundo.

Nos anos de 1970, indicado pelo presidente da República para assumir a direção do Inpa, integrou o Inpa e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para criar, em 1976, três cursos de pós-graduação: Ictiologia, hoje Ciências Biológicas (Biologia de Água Doce e Pesca Interior), Biologia (Ecologia) e Ciências Biológicas (Entomologia), cursos que completam, em 2016, 40 anos de formação de mestres e doutores.

Na sua segunda gestão como diretor do Inpa, 1999 a 2002, o geneticista foi o incentivador da criação dos cursos de pós-graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (GCBEv) e em Agricultura no Trópico Úmido (ATU), fundados em 2003.

Blog: Beatriz Ronchi Teles - coordenadora de Capacitação do Inpa

"Warwick Kerr foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) duas vezes e na primeira vez ele já criou programas de Pós-Graduação. Desde então, a participação da unidade de pesquisa na formação de recursos humanos é muito grande. A instituição está há mais de 40 anos oferecendo pós-graduação e formou mais de 2,2 mil mestres e doutores. A maioria dos egressos fica trabalhando na Amazônia e é muito importante para a região essa formação e capacitação especializada atuando aqui seja na docência ou na área de pesquisa. Quem vem fazer mestrado ou doutorado no Inpa é uma pessoa que gosta e está interessada em trabalhar e permanecer na região amazônica por ser um local único e o Inpa é único instituto de biologia do mundo!".

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