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Cotidiano
combate agora é lei!

Bullying continua a crescer nas escolas, afirma especialista

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff 04/05/2016 às 00:32 - Atualizado em 04/05/2016 às 14:47
Show bullying
Especialistas afirmam que a lei é necessária (reprodução/ internet)
Isabelle Valois Manaus (AM)

A  psicóloga Iraci Rocha, que trabalha há 15 anos com temas relacionados ao Bullying, afirma que a prática desta violência invisível continua a crescer nas escolas. Um dos motivos a especialista relacionou à falta de sensibilização que deve ter início dentro da própria casa de cada criança, para que entendam os valores sociais, o respeito e a educação.

“Vejo hoje duas instituições fortes, que no caso é a família e a escola que deveriam focar nesse ensinamento, mas andam em lados opostos. Na maioria das vezes a própria família vem buscar soluções na escola até de forma agressiva e acaba até comentendo o próprio Bullying”, disse.

Nesta semana foi publicada a Lei 13.277/2016, que institui 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira.

Para Rocha, a lei é necessária. “Passamos do limite do bom senso do trabalho, das atividades educacionais, da informação. De alguma forma precisa haver uma coibição, embora a lei já exista, pois é crime você difamar, e outros crimes que cabem com o Bullying, que não eram registrados, então com a lei vai haver um peso maior”, comentou a especialista.

Conforme a psicóloga, as pessoas tem o costume de registrar o Boletim de Ocorrência (BO) da agressão do Bullying. Para a especialista, esta é uma forma de banalizá-lo, pois a pessoa vira alvo de chacota e atividade de desrespeito continua crescendo, pois há a dificuldade de se fazer a sensibilização. “Precisamos está na promoção pela paz e vivenciar realmente essa prática no conjunto, entre alunos, professor e alunos, professores e pais. Nos últimos anos, os alunos tem vivido a maior parte do tempo dentro de uma escola do que em família, isso não é certo. Ele precisa criar os laços de afeto, de respeito, conhecimento e do social e tudo isso aprendemos na família”, reforçou Rocha.

7 de abril

O projeto de lei da Câmara (PLC) 7/2014 que deu origem à norma foi aprovado de maneira simbólica pelo Plenário do Senado em 7 de abril deste ano, exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo (RJ). Em escola desse bairro, no Rio de Janeiro, 12 crianças foram assassinadas a tiros. Há indicações de que o autor enfrentou na infância situações de bullying.

Ex-aluno do estabelecimento, o assassino contava então com 23 anos de idade. Depois de burlar a vigilância, invadiu a escola e passou a disparar tiros contra estudantes, professores e funcionários. Tirou a vida de dez meninas e dois meninos, com idades entre 13 e 16 anos. Após ser atingido por um tiro disparado por um policial, ele se suicidou.

Formas de agressão

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. 

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