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Cotidiano
Novo presidente da Câmara

Quatorze deputados estão na disputa por vaga deixada por Eduardo Cunha

Deputados federais elegem nesta quarta-feira (13) substituto do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, para mandato até fevereiro de 2017 13/07/2016 às 11:05
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O candidato eleito para presidir a Câmara terá dentre outras prerrogativas a de assumir a presidência da República nas ausências do presidente interino Michel Temer / Foto: Divulgação/Câmara
Antônio Paulo Brasília (DF)

Os 513 deputados federais elegem nesta quarta-feira (13), a partir das 16h, o novo presidente da Câmara que vai substituir o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) até fevereiro de 2017. Até o início da noite de ontem, a secretaria-geral  da mesa diretora havia registrado 14 candidaturas, mas três delas despontam como favoritas: a de Marcelo Castro (PMDB-PI), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF).

Embora a votação seja secreta, dos oito membros da bancada federal do Amazonas na Câmara dos Deputados pelo menos seis deles já estão oficialmente comprometidos com nomes ligados aos seus respectivos partidos. O deputado Marcos Rotta disse que o PMDB fechou apoio ao deputado Marcelo Castro (ex-ministro da Saúde no governo Dilma), que obteve 28 votos favoráveis da bancada peemedebista.  Ele acredita que o colega Fábio Ramalho (PMDB-MG) vá desistir da candidatura porque não terá o apoio dos membros do partido. O peemedebista mineiro poderá lançar candidatura avulsa.

O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) manifestou ontem apoio formal ao deputado Rodrigo Maia, que lançou candidatura pelo Democratas. “O momento é de agregar a partir de uma candidatura que possa unir a Câmara. Rodrigo, que esteve à frente de momentos importantes para a Casa, está diante agora de um novo desafio, que é o de recuperar o protagonismo da Câmara, respeitando as diferenças ideológicas e garantindo a todos vez e voz”, disse o líder do Democratas.

Há informações de que o PSDB, de Arthur Bisneto (AM) poderá apoiar Rodrigo Maia, considerado de partido aliado histórico.

A terceira candidatura mais forte é de Rogério Rosso (PSD-DF), do mesmo partido do deputado Átila Lins (AM). O deputado amazonense contou que a bancada está fechada com nome de Rosso (relator do processo de impeachment de Dilma na Câmara) e que até o momento da eleição (16h desta quarta-feira) as negociações, adesões e alianças serão intensas.  Ontem à noite, o candidato do PSD foi chamado para uma conversa com os tucanos.

Oposição só tem um candidato

O único nome oriundo dos partidos de oposição é o da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP). Havia a possibilidade de a ex-prefeita de São Paulo e com cinco mandatos na Câmara reunir os votos dos partidos de oposição (PSOL, PT, PCdoB e Rede), que hoje somam apenas 79 deputados, mas tudo indica que Erundina só tenha mesmo os seis votos do PSOL e os quatro apoios de deputados da Rede.

É que o PT que possui 58 deputados federais  e o PCdoB, dono de onze cadeiras na Câmara  de Deputados,  tendem a apoiar o nome do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) que foi ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff e deixou o Ministério para votar contra o impeachment.  “O apoio do PT seria um gesto de gratidão a Marcelo Castro”, afirma um deputado petista.  Havia também uma articulação de um grupo petista em torno do nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas essa proposta foi esvaziada.

Definição

O Partido da República, de Alfredo Nascimento, fechou questão em torno do nome do deputado Fernando Giacobo (PR-PR); o Partido Progressista, de Conceição Sampaio, deverá apoiar Espiridião Amin (PP-PR) e o PRB, de Silas Câmara, o nome de Beto Mansur (PRB-SP). 

Em aberto

Na manhã desta quarta-feira (13), às 10h, a bancada de 22 deputados do PDT vai se reunir para definir o candidato. Hissa Abrahão (PDT-AM) disse que há uma corrente que quer apoiar Marcelo Castro (PMDB-PI) e outra que prefere Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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