Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
SAÚDE

Quatro em cada dez brasileiros sofrem com dores nas costas, aponta especialista

OMS aponta que 7 em cada 10 pessoas no mundo irão enfrentar com o problema. Entenda como prevenir e tratar



WhatsApp_Image_2019-11-21_at_17.31.12_C9D74AA0-890F-4820-86D0-132992339190.jpeg Foto: Reprodução/Internet
22/11/2019 às 07:40

A semana comum de trabalho e atividades pessoais subitamente é interrompida por uma dor nas costas aparentemente sem explicação. A partir daí, começa a combinação “repouso/remédio/pronto-socorro”. Parece familiar? Pois saiba que você não é a única pessoa a enfrentar este tipo de situação. No Brasil, 40% das pessoas sofre com algum tipo de lombalgia, a famosa e não desejada dor nas costas.  A queixa é comum em todas as faixas etárias e é considerada a maior causa de incapacitação do mundo.

Segundo Marcelo Wajchenberg, especialista em coluna do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto Cohen (SP), a dor lombar é o sintoma de mais de 50 doenças. As causas para quadros de lombalgia são muitas. Sedentarismo, obesidade e até mesmo tabagismo têm sua parcela de culpa.



Porém, o especialista diz que a maior parte dos casos são decorrentes de contraturas mecânico-posturais, o chamado “mau jeito”. De acordo com Wajchenberg, esses quadros são causados por movimentos bruscos ou má postura na hora de pegar objetos pesados.

E, apesar do sedentarismo ser um dos fatores que ocasionam a dor nas costas, a falta de cuidado na prática de atividades físicas também é responsável. "Não é raro receber pacientes com fraturas e contraturas decorrentes do exagero na prática de esportes”, aponta Marcelo.

Dor nas costas: o que fazer (e o que não fazer)

Apesar de contar com diversas possíveis causas, a dor nas costas pode ser tratada e até mesmo prevenida. Antes de mais nada, é preciso fazer o diagnóstico correto do caso, um trabalho realizado pelo ortopedista. Na hora de falar sobre o problema, é importante que o paciente procure ser o mais claro e objetivo possível. Descrever a dor que sente de forma específica é fundamental para o diagnóstico correto: trata-se de uma sensação contínua, uma fisgada ou parece ser um pequeno choque?

Falar sobre a intensidade da dor também é importante, assim como outras sensações que, aparentemente, podem não ter ligação com a queixa de lombalgia. Dor na lombar acompanhada de ardência ao urinar, por exemplo, pode ser um sinal de problema nos rins.

O tempo de duração do episódio de dor também é utilizado para ajudar médicos a classificar e tratar o problema. Dores pontuais, frutos de movimentos bruscos e que somem em até seis semanas são classificadas de agudas. Já aquelas que persistem por mais de três meses são as chamadas dores crônicas, e têm maior propensão a estarem relacionadas a casos mais graves.

A automedicação também preocupa especialistas. Apesar de aparentemente inofensiva, a prática de ingerir analgésicos para quadros de dor pode ser bastante nociva ao paciente. Isto porque o uso constante de medicamentos para dor pode ter efeito contrário, gerando complicações que vão desde a dependência de determinado tipo de remédio à falência de órgãos como o fígado, causada pela overdose de substâncias químicas.

Além destes perigosos efeitos colaterais, o uso de analgésicos pode mascarar o verdadeiro problema, tornando o diagnóstico ainda mais difícil. Marcelo Ciciarelli, membro da Academia Brasileira de Neurologia é taxativo ao dizer sobre a importância de educar para a questão: “Temos de deixar claro para a população que a automedicação pode piorar as dores”.

Tratando da dor

Mesmo com a existência de tantas possíveis causas para lombalgias, os tratamentos costumam envolver repouso, analgésicos ou anti-inflamatórios prescritos por médicos. Em alguns casos, mesmo sessões de fisioterapia podem ser necessárias. Contudo, é preciso identificar a causa do problema para que o tratamento seja realmente eficaz.

Se o problema se dá por conta de má postura, desvios da coluna ou mesmo por hábitos diários nocivos, é possível que as sessões de fisioterapia aliadas à mudanças no estilo de vida resolvam a situação. Massagens e bolsas térmicas são excelentes ajudantes no tratamento quando a dor é resultado de tensão muscular, mas ineficazes no combate a inflamações, por exemplo.

Apenas em uma pequena parcela dos casos recomenda-se cirurgias.

Como evitar dor nas costas

Com tantas possíveis causas, é quase impossível passar pela vida sem um episódio de lombalgia. Porém, alguns pequenos ajustes na rotina podem ser fundamentais para minimizar as ocorrências.

Atividades físicas compatíveis com o condicionamento do praticante, alongamentos ao longo do dia e o simples ato de escolher um colchão mais firme podem ser decisivos na hora de evitar essa desagradável companhia.

*Com informações da assessoria de imprensa

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