Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
POLÍTICA

Queda de casos de malária no AM tem ligação com a capacitação de agentes, diz FVS

Foram registrados 41.062 casos em 2019, contra 51.566 notificações em 2018, o que representa uma diminuição de 22% no número de casos da doença



caso_CA548DCD-92B9-41AE-9CB4-B9A0E2FF3020.JPG Foto: Daniel Amorim
23/09/2019 às 09:53

O fortalecimento da capacitação dos agentes de saúde, aliados ao reforço na atenção básica, foram algumas das estratégias que contribuíram para a diminuição de 22% dos casos de malária entre janeiro e agosto deste ano no comparativo do mesmo intervalo de 2018. A informação foi divulgada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Ainda segundo a instituição foram registrados 41.062 casos em 2019, contra 51.566 notificações em 2018. Os dados foram apresentados na abertura da Oficina de Avaliação das Ações de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária no Amazonas. O evento começou na manhã desta segunda-feira (23), no auditório da Faculdade Estácio, Zona Centro-Sul de Manaus.



A oficina irá reunir, até sexta-feira (27), profissionais que atuam em 40 cidades amazonenses nos programas municipais de combate à malária.

A diretora presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) observou que, apesar da falta de recursos para ações de controle nos últimos anos, foi possível viabilizar uma redução nas estatísticas.

“Temos trabalhado de forma estratégica nos municípios para intensificar a capacitação, com uso de inseticidas e instalação de mosqueteiros”, explicou.

Além da FVS, também participarão a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Ministério Saúde (MS), Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz-RJ), e o secretário de Estado da Saúde, Rodrigo Tobias.

Durante a programação, será lançado o selo para Eliminação do Plasmodium Falciparum, uma espécie de título de reconhecimento para os municípios que registraram baixa transmissão desse tipo da doença. Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant estão entre os locais onde houve diminuição das ocorrências. Por outro lado, São Paulo de Olivença, Maraã e Coari figuram, ao lado de outros dezessete municípios, dentre as localidades que apresentaram aumento na incidência de malária no mesmo período.

“Vínhamos quase eliminando a doença nos últimos anos. Mas trata-se de um município migratório, com pessoas vindas de outros estados e países por causa do gasoduto Coari-Manaus”, analisa o coordenador técnico de malária de Coari, Arteme Araújo de Souza.

Nos primeiros oito meses deste ano, foram notificados 50 ocorrências de Plasmodium Falciparum, forma grave da doença que pode levar à morte em um curto período. Em 2018, Coari registrou 28 casos desse tipo.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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