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Cotidiano
Seminário de climatologia

Seminário discute meios para prevenir desastres naturais no Amazonas

É a forma de lidar com as mudanças climáticas, apontam especialistas 16/06/2016 às 09:51 - Atualizado em 16/06/2016 às 10:49
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O seminário, promovido pela Fucapi, reuniu diversos especialistas no assunto (Foto: Divulgação)
Silane Souza Manaus (AM)

Quanto mais o Amazonas avançar no campo da pesquisa sobre as alterações climáticas que afetam a região, mais capacidade terá para prevenir eventos extremos, como cheias recordes, secas prolongadas e estiagens fora de época, que têm ocorrido com frequência cada vez maior  nos últimos dez anos. A avaliação é de especialistas que participaram do 2º Seminário de Climatologia Amazônica: Vulnerabilidade climática e questões ambientais, realizado até ontem em Manaus.
 
De acordo com o coordenador de Pesquisa da Faculdade Fucapi, Bruno Ferezim Morales, os eventos extremos causam sérias consequências à população, às atividades produtivas e ao ecossistema. “Conhecer o comportamento climático regional e debater esse tema em âmbito nacional e internacional é importante para a conservação da biodiversidade e manutenção das comunidades tradicionais, que são os mais afetados com essas ocorrências”, frisou. 

O especialista lembrou que em meados de outubro e setembro do ano passado, quando nuvens de fumaça de queimadas e incêndios florestais encobriram Manaus, as autoridades não tinham informações suficientes para saber como agir. “É nesse sentido que precisamos aumentar o conhecimento a respeito da região para termos a gestão sobre as decisões a serem tomadas em casos extremos, além da prevenção”.

Além disso, Morales afirmou que os dados das pesquisas são importantes para a criação de políticas ambientais, assim como para a aplicabilidade das mesmas. “A solução para os problemas ambientais parte do monitoramento e da aplicação de políticas públicas. A partir dos dados gerados pela academia nós temos ferramentas para inserir as políticas públicas e a sociedade tem que internalizar essas medidas de forma a torná-las real. Isso se chama responsabilidade compartilhada”.

Seminário

Na programação de ontem houve mesa-redonda sobre cheias, vazantes e comunidades amazônicas. Além de palestras com os temas “Influência climática na diversidade de macrofungos Hymenochaetaceae na área urbana de Manaus”, “A importância da manutenção de áreas verdes para a manutenção do clima”, “O uso da cultura digital a favor do meio ambiente” e “O potencial biotecnológico da cadeia produtiva local: a gestão de recursos naturais”.

No primeiro dia do evento, os debates foram sobre a ocupação de áreas de riscos e problemas ambientais sanitários. Também houve palestra que discutiu o comportamento hidrológico na bacia Amazônica. “O evento foi voltado para promover as discussões acerca das questões ambientais na Amazônia, com foco na vulnerabilidade climática e potencial bioprodutivo da região”, revelou a coordenadora do seminário, Eneida Nascimento.

Especialistas reunidos

O 2º Seminário de Climatologia Amazônica foi realizado entre os dias 14 e 15 pela Faculdade Fucapi em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Laboratório de Potamologia Amazônica (Lapa-Ufam), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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