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Racha: Presidente do PSB declara apoio à reeleição de Dilma Rousseff e critica correligionários

Roberto Amaral  escreveu em seu blog pessoal criticou a decisão de executiva do partido de apoiar Aécio Neves e que a reeleição da presidente Dilma Rousseff é a única alternativa que representa os ideias do partido 12/10/2014 às 17:57
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Presidente do PSB, Roberto Amaral
Maria Carolina Marcello (Reuters) Brasília (PSB)

O presidente Nacional do PSB, Roberto Amaral, declarou neste fim de semana seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, e afirmou que seu partido traiu a luta de Eduardo Campos e ignorou lições de seus fundadores ao apoiar formalmente a candidatura de Aécio Neves, do PSDB.  

Em artigo publicado em seu blog pessoal, Amaral criticou a decisão tomada por seu partido classificando-a de "suicídio político-ideológico" e uma opção pelo "polo mais atrasado".

"O apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática", disse o presidente no artigo que traz a data de sábado.

"Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática", afirmou.

Na última quarta-feira, após reunião de sua Executiva, o PSB declarou seu apoio formal à candidatura de Aécio Neves, anúncio que contou com a presença do tucano na sede do partido em Brasília. Sete dos integrantes da Executiva – dentre eles Amaral -- votaram pela neutralidade e um votou pelo apoio a Dilma.

"Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB", criticou.

No artigo, o presidente criticou o debate interno em sua legenda, afirmando que restringiu-se "à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado" e denunciando conversas sobre quadros da sigla que poderiam integrar o ministério de um eventual governo do PSDB.

O Diretório Nacional do PSB deve se reunir na segunda-feira (13) para eleição de nova Executiva, o que inclui a presidência do partido.

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