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Cotidiano
SAÚDE MASCULINA

Radioterapia reduz os riscos de disfunção erétil nos casos de câncer de próstata

"O câncer de próstata é altamente curável quando nas fases iniciais e a escolha do tratamento deve ser cuidadosa e criteriosa", afirma especialista 04/09/2016 às 17:54
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O médico Alfredo Reichl é especialista em rádio-oncologia
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Segundo dados oficiais, o câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguida apenas pelo câncer de pulmão. Mesmo sendo uma doença grave, o diagnóstico precoce garante 90% de chances de cura.

Para o médico Alfredo Reichl, além das campanhas de prevenção, também é importante que os homens conheçam as opções de tratamento atualmente disponíveis. A radioterapia é uma delas, sendo uma alternativa à intervenção cirúrgica.

“A decisão depende muito das opções às quais o paciente é apresentado. Uma pesquisa nos EUA apontou que 70% dos pacientes que se consultaram com um cirurgião e um radioterapeuta acabaram escolhendo a radioterapia. Apesar de ser um tratamento ainda pouco conhecido na região, ele tem ficado bem moderno e todos os convênios dão cobertura”, afirma Reichl.

“Trabalho com a radioterapia de intensidade modulada, em que conseguimos evitar doses de radiação nos órgãos em volta da próstata. Alguns convênios não cobrem, mas nesses casos aplicamos a técnica mais simples, a tridimensional”.

O que deve orientar a escolha entre a cirurgia ou a radioterapia após o diagnóstico?

O câncer de próstata é altamente curável quando nas fases iniciais e a escolha do tratamento deve ser cuidadosa e criteriosa não só para obtenção da cura, mas também para preservação de uma boa qualidade de vida. A opção por uma das técnicas de tratamento, que possuem capacidade de cura equivalentes, dependerá exclusivamente da escolha do paciente a quais riscos de efeitos colaterais ele deseja se expor e à confiança que possui em seu médico e em sua equipe.

Existe alguma restrição à radioterapia?

É difícil. Apenas para algumas doenças muito raras que podem aumentar o risco de efeitos colaterais. É o caso do paciente que já tem doenças inflamatórias do intestino.

Quanto tempo dura o tratamento?

Enquanto a cirurgia é mais rápida, a radioterapia dura de 36 a 39 sessões, sendo uma por dia útil, totalizando sete ou oito semanas de tratamento. Cada sessão dura de 10 a 15 minutos. É importante saber que a radiação não fica no corpo e o paciente não sai com qualquer risco de emitir radiação.

Quais os efeitos colaterais da radioterapia?

Podem aparecer efeitos crônicos em até três anos após o término do tratamento, ao contrário da cirurgia, que tem efeitos mais imediatos e permanentes. Ao longo do tratamento, a ardência na hora de urinar é algo comum, mas com o advento das técnicas modernas de liberação de dose essas complicações diminuíram substancialmente. No longo prazo, há o risco de disfunção erétil, mas as chances são bem menores que as da opção cirúrgica.

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